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Mau humor externo derruba Bovespa em 2,9%; dólar sobe 0,94%, a R$ 2,49

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tentou resistir ao mau humor externo, mas uma seqüência de notícias negativas dá respaldo ao fluxo vendedor. Por volta das 13 horas, o Ibovespa caía 2,90%, para 38.

Valor Online |

399 pontos, com giro financeiro em R$ 1,27 bilhão.

O rumo dos negócios foi determinado pela apresentação das vendas no varejo dos Estados Unidos, que caíram 2,7% em dezembro, superando o previsto pelos analistas. Esse foi o sexto mês consecutivo de queda. Somando instabilidade aos negócios, a canadense Nortel Networks entrou com pedido de proteção sob a lei de falências. Refletindo as notícias, o índice Dow Jones começou o dia com perda de 2,12%, enquanto o Nasdaq recuava 2,09%.

Piorando o ambiente na Bovespa, o petróleo passou a operar em baixa, tirando o fôlego das ações da Petrobras, que chegaram a operar em alta no começo do dia. Há pouco, o papel PN da estatal registrava queda de 1,67%, aos R$ 23,55.

A fraca demanda nos EUA prejudica todo o setor de commodities, o que representa menores vendas para mineradoras e siderúrgicas. Dentro do Ibovespa, Vale PNA e CSN ON caíam 3,66% e 3,86% para R$ 25,77 e R$ 32,60 , respectivamente.

A mudança de direção no preço das matérias-primas também afeta a formação da taxa de câmbio no mercado interno. O dólar que chegou a cair para R$ 2,303 na mínima da manhã, voltou a atrair compradores e, há pouco, era negociado a R$ 2,49 alta de 0,94%.

De volta à Bovespa, os bancos também perdem valor de forma acentuada. As perspectivas para o setor pioraram depois que o Deutsche Bank alertou sobre a possibilidade de prejuízo de US$ 6,4 bilhões no quarto trimestre, e relatório do Morgan Stanley afirmou que HSBC precisa levantar US$ 30 bilhões e cortar dividendos para ajustar o caixa.

Mesmo sem problemas de liquidez e exposição à créditos de alto risco os bancos brasileiros tem seu preço ajustado para baixo. Bradesco PN caía 6,61%, para R$ 20,88, Itaú PN recuava 6,26%, a R$ 24,69, e Banco do Brasil ON desvalorizava 4,23%, para R$ 14,49.

Segundo o responsável pela área técnica da Magliano Corretora, Francisco Barbosa, os compradores estão muito assustados e tanto aqui quanto lá fora o noticiário não ajuda. " Apesar dos preços relativamente baixos a expectativa dominante é negativa. "
O problema, segundo o especialista, é que não há consenso sobre a duração e intensidade da crise.

Na sua avaliação, como a deterioração do ambiente econômico e das expectativas está acontecendo de forma muito rápida, a crise não deve ser de longa duração. Para Barbosa, a retomada pode acontecer ainda esse ano e a intensidade dessa recuperação vai depender da percepção e do convencimento dos agentes de que o processo é verdadeiro.

Ainda de acordo com o especialista, com as taxas de juros caindo no mundo todo o resultado é uma grande oferta de liquidez, que deverá correr atrás de rentabilidade assim que o humor melhorar um pouco. " Só que ainda é cedo para o pessoal visualizar isso. "
Para Barbosa, mesmo sem a certeza de que o fundo poço já foi deixado para trás o atual momento representa uma grande oportunidade de compra para o investidor que tem posicionamento de médio e logo prazo.

Ainda no âmbito corporativo, destaque de alta para Aracruz PNB, que subia 2,64%, para R$ 2,72, Natura ON ganhava 1,30%, a R$ 20,26. Eletropaulo PNB, Redecard ON e Eletrobrás PNB ganhavam menos de 1% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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