Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mato Grosso do Sul volta a ser livre de aftosa com vacinação

SÃO PAULO - A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) devolveu ao Mato Grosso do Sul o status de área livre de febre aftosa com vacinação, o que tende a facilitar a reconquista de velhos mercados e a abertura de novas fronteiras para a carne local. O Estado, que abriga um rebanho bovino de mais de 21 milhões de cabeças, havia perdido esse reconhecimento após a confirmação de casos da doença no fim de 2005.

Valor Online |

Com a decisão, a atividade se valoriza no Mato Grosso do Sul e tranqüiliza os Estados vizinhos, que terão menor preocupação com o trânsito de animais nas fronteiras , disse Inácio Kroetz, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Ele explica que, diante de situações sanitárias iguais, a fiscalização não mais precisa impedir o trânsito interestadual, ainda que outros cuidados permaneçam inalterados.

Agora, diz Kroetz, resta perseguir o objetivo de obter para todo o país o status de livre de aftosa com vacinação até 2010. Com o Mato Grosso do Sul, são 18 unidades da federação nessa condição, mas ainda há deficiências sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. No Nordeste, apenas Bahia e Sergipe já são livres; no Norte, Acre, Rondônia, 44 municípios do Pará e dois do Amazonas têm o reconhecimento. Santa Catarina segue como o único Estado do país livre de febre aftosa sem vacinação.

Mas a quarta-feira não foi só de boas novas. Missão americana que esteve no Brasil desabilitou duas das 22 unidades frigoríficas que estavam aptas a exportar carne industrializada aos Estados Unidos. O ministério confirmou que ambas estão localizadas no interior de São Paulo. O Valor apurou que uma é da gigante JBS e a outra é da IFC, empresa especializada em beef jerky .

Em comunicado, o ministério afirmou que, pelo acordo de comércio entre Brasil e EUA, missões dessa natureza são realizadas anualmente para verificar a equivalência entre os dois sistemas de inspeção . E informou que representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária e autoridades americanas se reunirão nos próximos dias, em Washington, para discutir o relatório técnico, preliminar, que levou às suspensões.

A JBS afirmou, em nota, que, enquanto existir divergências entre a estrutura de inspeção do Ministério da Agricultura do Brasil e o órgão nos EUA equivalente, algumas fábricas brasileiras sofreram restrições ou até mesmo suspensão das suas exportações para aquele mercado . A empresa informou que continuará a atender os EUA por meio de outras cinco fábricas habilitadas no país e de suas plantas americanas e argentinas. A IFC foi procurada, mas o expediente já havia terminado.

(Fernando Lopes | Valor Econômico)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG