Buenos Aires, 21 set (EFE) - O grupo espanhol Marsans afirmou que se o Governo argentino não respeitar o acordo assinado em julho, que estabelece as pautas para que o Estado compre a Aerolíneas Argentinas, não venderá a companhia e retomará o controle da gestão. Se, ao final, não se comprar a sociedade nessas condições, o acordo não estará sendo respeitado, disse o diretor corporativo da Marsans, Vicente Muñoz, em entrevista publicada hoje pelo jornal Perfil. Como conseqüência, posso me sentir enganado. Agora, se isso acontecer, não vendo, acrescentou.

Marsans e o Governo argentino fecharam um acordo em 17 de julho válido por um período de 60 dias úteis, que expira em 13 de outubro, para que cada um estabeleça qual é o valor da companhia e suas subsidiárias.

Se não houver acordo, será realizada uma terceira avaliação independente, que será inapelável, conforme o convênio.

No entanto, o Parlamento argentino aprovou uma lei que estabelece que o Legislativo é quem deve aprovar o preço final pago pelo Estado nas Aerolíneas Argentinas.

Muñoz disse que a lei promulgada "embaralha um pouco o acordo", que, para a Marsan, continua em vigor.

"A única diferença é que, segundo a nova lei, o preço tem de ser referendado pelo Parlamento. O que não pode acontecer é se firmar um acordo com alguém e esse alguém ser o único a poder fixar um preço", afirmou o diretor.

Muñoz advertiu de que se o Governo argentino optar por expropriar a Aerolíneas, a Marsans recorrerá a "ferramentas legais, como o Centro Internacional de Regra de Diferenças Relativas a Investimentos (ICSID, em inglês)", tribunal subordinado ao Banco Mundial. EFE nk/fh/db

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