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Marriot de Islamabad reabre para o Ano Novo, ainda sob trauma de atentados

Igor G. Barbero.

EFE |

Islamabad, 18 dez (EFE) - O hotel de luxo Marriott de Islamabad reabrirá as portas este mês com a intenção de ser "ainda melhor" e recuperar a clientela que tinha antes do atentado de 20 de setembro, um ataque que abriu uma brecha na segurança da capital paquistanesa.

"Era preciso vencer os terroristas. Entre 500 e 1.500 pessoas estiveram trabalhando para nos repor imediatamente. Retomamos o serviço de catering apenas dois dias depois (do atentado) e, mais tarde, a lavanderia", disse à Agência Efe o proprietário do estabelecimento, o magnata paquistanês Sadruddin Hashwani.

Centenas de operários trabalham em ritmo frenético para finalizar a reconstrução de 75 dos 290 quartos do hotel, que será reinaugurado no dia "28 de dezembro, sem muita ostentação", segundo Hashwani.

No dia 20 de setembro, um terrorista se aproximou com um caminhão carregado com 600 quilos de explosivos e, após ser detido pela equipe de segurança na entrada do estabelecimento, suicidou-se com uma pequena carga que tinha e cuja detonação alcançou poucos minutos depois o material que carregava na parte de trás do veículo.

A explosão, que pôde ser ouvida a quase 20 quilômetros de distância, deixou uma cratera de nove metros de diâmetro e seis de profundidade, destruiu calçadas, tabiques, paredes, mobília e gerou, após alcançar os encanamentos de gás, um incêndio que destruiu o hotel, deixando 54 mortos e mais de 200 feridos.

Em entrevista à Efe, Hashwani assegurou que "o Marriott não poderá ser atacado novamente", pois "foi dotado com as mais avançadas medidas de segurança".

"Levantamos um muro antibombas capaz de suportar a máxima quantidade de explosivo, que custou US$ 2 milhões; os quartos têm vidros à prova de balas e haverá mais de 100 câmeras de segurança. O conceito agora é muito melhor, aprendemos com os erros", ressaltou Hashwani, considerado um dos homens mais rico do país.

De seu escritório com vistas à cadeia montanhosa de Margalla, no Himalaia, Hashwani mostrou-se confiante e orgulhoso de voltar a inaugurar um emblemático hotel, que era muito freqüentado por diplomatas, empresários e jornalistas estrangeiros, assim como pela elite do país.

"Senti frustração. Tentaram criar o máximo dano possível. Não me importei com o hotel, posso reconstruí-lo várias vezes. Mas não posso devolver a vida a todos aqueles que morreram, aos 25 trabalhadores (a maioria guardas) que perdi. Graças a Deus, o caminhão não entrou no hotel", afirmou Hashwani.

Até agora, a reconstrução do hotel custou US$ 12,8 milhões, e o estabelecimento estará "totalmente operacional em março" do próximo ano, anunciou.

À primeira vista, parece incomum que o hotel possa abrir as portas em pouco mais de uma semana.

Os operários se apressam para terminar o muro de proteção, dezenas de eletricistas finalizam o cabeamento da recepção e dos elevadores, os emaranhados de plásticos e canos são onipresentes; muitos pisos não estão prontos e os quartos precisam de uma segunda mão de pintura antes que os móveis sejam montados.

Entre o pó, os martelos, brocas, plásticos ou as caixas que estão em cada cantinho, aparecem uma piscina e ginásio imaculados e uma cozinha que já trabalha a todo vapor.

"Teremos tudo pronto até o dia 28, Inshallah (se Deus quiser).

Estamos dando nosso sangue nisso", disse à Efe um engenheiro que supervisionava os trabalhos.

Resta ver se os muitos clientes que tanto confiaram no Marriott -um dos dois hotéis cinco estrelas da capital- continuarão vendo em sua renovada versão o local onde se hospedar e se sentir seguros em um país onde a segurança piorou notavelmente.

"Não posso obrigar ninguém a vir. É decisão do cliente, eu espero que venham. O Marriott não só conservará o estilo que o tornou único, mas ainda será muito melhor", afirmou o proprietário. EFE igb/db

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