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Marina Silva defende adiamento do leilão de Belo Monte

A pré-candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva (AC), defendeu hoje que o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, marcado para o dia 20 de abril, seja adiado pelo governo. Na avaliação dela, é preciso analisar de forma transparente a viabilidade e todas as questões técnicas, sociais e ambientais que envolvem a usina, que será construída no Rio Xingu, no Pará, e será a terceira maior do mundo quando estiver concluída.

AE |

A pré-candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva (AC), defendeu hoje que o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, marcado para o dia 20 de abril, seja adiado pelo governo. Na avaliação dela, é preciso analisar de forma transparente a viabilidade e todas as questões técnicas, sociais e ambientais que envolvem a usina, que será construída no Rio Xingu, no Pará, e será a terceira maior do mundo quando estiver concluída.<p><p>"Não tenho posição a priori de ser contra ou a favor do empreendimento, mas a minha posição é de que nós temos que avaliar todos os aspectos para verificar se o empreendimento é viável ou não é viável", afirmou Marina, depois de participar do evento "Diálogos Capitais", promovido pela revista Carta Capital, em São Paulo.<p><p>"No meu entendimento, Belo Monte ainda não tem todos os aspectos avaliados corretamente com transparência, por isso vai haver novamente grandes questionamentos", continuou, referindo-se à polêmica em torno do projeto, que data de 1975. "Antes que isso aconteça e a gente tenha até algum prejuízo social ou econômico, que a gente faça o adiamento do leilão para poder analisar com acuidade todas as questões que ainda estão colocadas."<p><p>A senadora cobrou o atendimento às regras que envolvem a construção da usina. No início do ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aprovou a licença prévia do projeto e o condicionou ao cumprimento de 40 disposições ambientais e a uma contrapartida de R$ 1,5 bilhão. Pelo menos dois grupos se apresentaram para disputar o leilão, e um dos principais, formado por Camargo Corrêa e Odebrecht, desistiu do projeto.<p><p>O Ministério Público Federal também defende o cancelamento do leilão e argumenta que o governo descumpriu uma das exigências do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) ao marcar o leilão sem que a licença de instalação fosse emitida, apenas com a licença prévia, que também alvo de críticas.<p><p>"Tem todo um regramento para se passar por isso", disse a senadora, que comparou as tentativas de mudanças no leilão feitas pelas empresas interessadas ao projeto a um aluno repetente, que prefere tentar mudar as regras do exame final a estudar e passar nas provas. "Não podemos sacrificar recursos e valores para que apenas um grupo lucre com o empreendimento", afirmou Marina, que chamou as críticas das empresas de "ética circunstancial".
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