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Marcopolo inaugura fábrica em meio à crise

A brasileira Marcopolo inicia este mês a produção em série em sua segunda fábrica na Índia em parceria com a indiana Tata. Será a maior fábrica de ônibus do mundo, com capacidade produtiva de 25 mil unidades ao ano, informa a empresa.

Agência Estado |

O projeto consumiu US$ 120 milhões e cada marca assumiu metade dos gastos.

Na próxima semana, a empresa deve concluir a contratação de 300 funcionários. Eles vão se juntar aos 370 que já estão na unidade - que opera em fase experimental desde novembro. Entre esses, há 53 brasileiros. Em março e abril, o quadro será ampliado novamente, até atingir mil pessoas. Quando atingir sua capacidade produtiva total, o que deve ocorrer em 2013, a fábrica vai empregar 4 mil trabalhadores e terá receita de US$ 400 milhões.

O início oficial das operações da nova fábrica ocorre num momento de desaceleração das atividades industriais em todo o mundo. No Brasil, a Marcopolo mantém 1,8 mil dos 7,6 mil trabalhadores da fábrica de Caxias do Sul (RS) em férias coletivas. "Faremos de tudo para não demitir pessoal", diz o diretor de operações internacionais da Marcopolo, Ruben Bisi.

Segundo Bisi, o mercado indiano ficará com a maior parte da produção da nova fábrica, mas algumas unidades serão exportadas para países como Argélia e Bangladesh. O mercado local consome cerca de 50 mil ônibus por ano e a Tata detém metade das vendas.

A nova fábrica, a 11ª da Marcopolo, está instalada na cidade de Dharwad e vai priorizar a produção de ônibus de pequeno porte, parecidos aos micro-ônibus brasileiros. A outra unidade, em Lucknow, é dedicada aos veículos de grande porte.

Logo após a criação da joint venture, em 2006, a empresa venceu concorrência para fornecer 650 ônibus urbanos para Nova Délhi, a capital indiana. Como a entrega deveria ocorrer em 2008 - antes, portanto da conclusão da fábrica -, o grupo alugou uma antiga fábrica da Tata para produzir os modelos mais sofisticados. Após a entrega da encomenda, em outubro, a unidade ficou desativada.

Recentemente, a joint venture ganhou nova concorrência, desta vez de 1.625 ônibus, e decidiu que vai manter esse galpão operando paralelamente à nova fábrica. "Cerca de 600 funcionários que foram dispensados estão sendo chamados de volta", conta Bisi.

A Marcopolo tem duas fábricas em Caxias do Sul (RS), uma no Rio e uma em Curitiba, que empregam cerca de 11 mil trabalhadores. No exterior, além da Índia, possui unidades na Argentina, México, Portugal, Colômbia, África do Sul e Rússia, com 2,6 mil funcionários. Outra filial deve ser inaugurada no Egito neste primeiro semestre. A ideia é parar por aí, pelo menos por enquanto, afirma Bisi.

No ano passado, a Marcopolo teve receita líquida de R$ 2,4 bilhões e produção de 21 mil ônibus em todas as suas unidades no mundo. O principal destaque foi o crescimento de mais de 20% no mercado brasileiro, o que garantiu à empresa, segundo Bisi, a posição de maior fabricante nacional de ônibus, com mais de 40% de participação.

Ao todo, foram vendidos em 2008 no País 27,5 mil ônibus, um aumento de 18,8% em relação a 2007. Este ano, porém, o setor começou mal. As vendas caíram 35,3% ante dezembro e 9,7% ante janeiro do ano passado, com 1.406 unidades.

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