Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Marcopolo diz que perda financeira está casada com exportações

SÃO PAULO - A exemplo de outras companhias exportadoras que estão publicando hoje riscos e perdas com operações de hegde (proteção) cambial causados pela volatilidade e crise financeira externa, a Marcopolo enviou ao mercado há pouco nota informando que suas operações de proteção para exportações levaram a uma perda financeira de US$ 115,1 milhões. A companhia, fabricante brasileira de carrocerias, ressalva, entretanto, que esse montante está completamente coberto pelos contratos de exportação que somavam US$ 118,9 milhões até o último dia 24. Os efeitos da flutuação do câmbio não afetarão de forma significativa os resultados da companhia, diz a empresa.

Valor Online |

Em aviso aos acionistas a empresa afirma que tem uma gestão financeira conservadora e que "não pratica operações de derivativos ou de outros instrumentos" que não tenham como objetivo a proteção das vendas externas.

Tradicionalmente, empresas exportadoras fazem operações de hedge cambial com o intuito de se proteger da variação do dólar. Como elas têm receita em dólares e custo em reais, a operação que protege a empresa do risco cambial é ficar "vendido" em contratos futuros de câmbio ou usar contratos de opções.

Quando uma empresa faz operações vendidas em câmbio, ela ganha dinheiro no mercado financeiro quando o dólar cai, e perde quando ele sobe, como ocorre agora.

Se o montante de hedge contratado for equivalente à previsão de receita de exportações daquele período, ela fica casada. Quando o dólar cai, ela ganha no contrato de hedge, mas tem uma receita menor em reais com a venda física dos produtos. Quando o dólar sobe, ela perde na operação financeira, mas tem um faturamento maior em reais com as vendas externas.

(Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG