A Marc Jacobs International comprou uma briga com a Daslu. Na última sexta-feira, notificou extrajudicialmente a butique de Eliana Tranchesi por desrespeitar a exclusividade de venda dos produtos da marca americana e exigiu que as peças fossem retiradas das prateleiras em 24 horas.

Com a recusa da Daslu, a Marc Jacobs agora ameaça levar o caso à Justiça.

Desde que a loja da Marc Jacobs foi inaugurada no Brasil, em janeiro deste ano, a Daslu ficou proibida de comercializar as mercadorias da grife - agora, o único endereço autorizado a fazê-lo em São Paulo é a loja da rua Haddock Lobo, nos Jardins. Mas, segundo a diretora de importados da Marc Jacobs no Brasil, Juliana Martinelli, não era o que estava ocorrendo. "A Daslu desrespeitou o acordo. Há uma semana, puseram boa parte da coleção de inverno 2008 à venda. Durante quase um ano, não venderam nada da marca."

A Daslu confirma que os produtos foram colocados à venda recentemente, mas que foram comprados diretamente da grife antes do acordo de exclusividade. A coleção em questão é a do outono-inverno de 2008. Ela se nega a interromper as vendas, como quer a Marc Jacobs. "Como houve atraso na entrega da mercadoria, por culpa da própria Marc Jacobs, além de problemas alfandegários e de transporte, a Daslu só pôde colocar os produtos à venda agora", justifica a porta-voz da Daslu, Daniela Lunardelli. "Qualquer marca que trabalha com importação vive esse tipo de problema. A própria Marc Jacobs vive essa rotina."

A executiva lembra um episódio recente, envolvendo os mesmos personagens, para defender a postura da Daslu. "Quando a Daslu abriu a loja da Blue Marine, ela esperou a NK Store, por acaso sócia da Marc Jacobs na operação brasileira, vender todo seu estoque da marca antes de o contrato de exclusividade começar a valer."

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