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Valor supera o dos demais estádios já contemplados no âmbito do programa ProCopa

O estádio do Maracanã vai receber financiamento de R$ 400 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O crédito acaba de ser aprovado pela diretoria do banco de fomento, segundo informou o presidente da instituição, Luciano Coutinho. O dinheiro será liberado para a reforma e preparação do estádio carioca para a Copa do Mundo de 2014, nos moldes de outras arenas contempladas pelo programa de financiamento ProCopa, que o banco lançou para apoiar os eventos esportivos.

O desembolso, para o Estado do Rio de Janeiro, deverá ser o maior entre os quatro já aprovados para estádios da Bahia, Ceará, Mato Grosso e Amazonas. Pernambuco deverá ser o próximo da lista, segundo o diretor de Inclusão Social e Crédito do banco, Élvio Gaspar. O ProCopa limita o valor do empréstimo a 75% do investimento total do projeto, com teto de R$ 400 milhões por estádio.

No caso do Rio de Janeiro, os recursos do BNDES correspondem a 57% do investimento total, que será destinado a estudos, projetos e obras civis. O projeto prevê demolição e reconstrução parcial de arquibancadas, reforço estrutural, construção de novas rampas de acesso, redesenho e alteração nas dimensões do campo e montagem de nova cobertura, ampliando a já existente. A estimativa do Estado é que sejam gerados cerca de dois mil empregos diretos na fase de execução das obras e outros 10 mil indiretos, durante a fase de operação.

A capacidade da arena, após as obras, será de 76.525 espectadores, limitados a 75.027 durante os jogos da Copa do Mundo, de acordo com as exigências internacionais quanto à localização e visibilidade do gramado.

"O projeto de reforma do estádio busca atender ainda aos critérios do programa Green Goal e às principais orientações do Green Guide, da Federação Internacional de Futebol, que preconizam a adoção de princípios de sustentabilidade e minimização de impactos ambientais negativos. Tais princípios são, igualmente, condições do BNDES ProCopa Arenas", informa o BNDES em nota.

De acordo com o banco, toda a intervenção terá de ser autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), "já que o Maracanã é um bem tombado como Patrimônio Histórico Nacional".


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