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Manufaturas resistem em NY

Nos últimos anos, pequenos fabricantes cresceram produzindo para nichos de mercado e consumidores endinheirados. E agora, mesmo com a economia mundial sofrendo, muitos desses fabricantes estão, surpreendentemente, se demonstrando resistentes, dizem analistas.

Agência Estado |

Muitos negócios fabricam produtos que agências do governo e empresas continuam comprando, como armaduras para soldados no Iraque e cenários para programas de televisão. Também produzem alimentos como tortilhas para comunidades de imigrantes locais e baguetes para restaurantes de Manhattan. Outros fazem bens de luxo, que consumidores abastados continuam comprando. "Há um bom mercado para produtos de nicho em Nova York", diz Jonathan Bowles, autor de diversos estudos sobre o setor de manufatura.

"Não parece haver uma desaceleração", diz John Randall, dono da Bien Hecho, empresa que fabrica mesas de pinus de US$ 3 mil em Nova York. A oficina onde Randall monta suas peças está tão apertada que ele realiza reuniões com clientes em mesas cobertas de serragem e tem de arrastar seus equipamentos para abrir espaço para ele e um funcionário. Recentemente, o empresário assinou um contrato para dobrar o espaço de sua pequena fábrica.

Apesar da recessão, ele tem pedidos suficientes para mantê-lo ocupada até abril e espera comprar uma máquina de US$ 2 mil, além de contratar outro empregado em tempo integral. "Podemos não ter mais nenhum trabalho em três meses. Mas estamos dizendo isso há três meses."

A companhia de três pessoas de Randall pode ser uma das luzes mais brilhantes na escuridão da economia de Nova York. Por mais de 50 anos, a manufatura de larga escala na cidade encolheu na medida em que fábricas têxteis, de impressão e refinarias de açúcar fecharam ou mudaram para o sul ou para o estrangeiro. Um estudo recente mostrou que o número de trabalhadores na manufatura que recebem seguro-desemprego cresceu 11% entre outubro de 2007 e outubro de 2008, comparado com um crescimento de 67% no setor de finanças e seguros, e 56% na indústria de construção civil.

"Se eles têm prosperado, são capazes de sobreviver", disse Mitchell Moss, professor de políticas urbanas e planejamento na Universidade de Nova York, que rastreou o crescimento dos manufatureiros de nicho na cidade. "Suas vantagens competitivas são a qualidade e o design de seus produtos."

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