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Mantega vê certo exagero nas notícias sobre a inflação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que está havendo um certo exagero da imprensa ao tratar o atual surto inflacionário. Para ele, não há necessidade de alarmismo, pois a inflação brasileira subiu um pouquinho, de 1,5% a 2%, menos que na maioria dos países, e a situação está sob controle, com o governo tomando as medidas que são necessárias para combatê-la.

Agência Estado |

Mantega assegurou que o governo não tomará medidas para "abortar o crescimento econômico". Ele lembrou que a China e a Índia, mesmo com inflação maior que a brasileira, "estão mantendo o crescimento".

Segundo Mantega, o governo fará "uma pequena desaceleração", que permitirá uma expansão de 4,5% a 5% este ano.

"É exagerado falar no dragão da inflação. Não estamos nesse ponto. Não chega a ser um monstro perigoso que pode causar maiores problemas. Esse tipo de análise causa um alarmismo que é fora de propósito. Há uma elevação (dos preços) sim, mas é moderada, de 1,5% a 2%", disse o ministro, durante depoimento ontem na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que durou mais de três horas.

Para Mantega, esse "alarmismo" está causando "quase pânico" na população. "Daqui a pouco, vamos ter donas de casas indo aos supermercados para fazer estoques de produtos. Eu digo a elas: não façam isso, pois a safra vai começar agora e muitos produtos vão cair de preço."

Durante o depoimento, Mantega disse que o governo já adotou várias medidas para o controle da inflação, como a elevação do superávit primário (poupança para pagar parte dos juros das dívidas públicas) e da taxa de juros.

O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras e a instituição de depósito compulsório sobre as operações de leasing dos bancos reduziram, segundo o ministro, a expansão do crédito. Ele disse que o governo não tem meta para expansão do crédito, mas defendeu uma "desaceleração" no atual ritmo de alta dessas operações.

O ministro da Fazenda disse que o atual governo "não cometerá os erros do passado", pois não vai "asfixiar a economia" para conter a inflação. "Não há motivo para isso porque o atual fenômeno (de subida dos preços) é controlado e não se trata de uma hiperinflação."

O deputado Paulo Renato (PSDB-SP) disse que ficou mais preocupado com o problema da inflação depois de ouvir as palavras do ministro da Fazenda. Segundo ele, o problema central foi que o governo utilizou unicamente a taxa de juro e a valorização do real para controlar a inflação e não controlou a elevação dos gastos públicos, que está na raiz do problema. "Nós desperdiçamos os anos de vacas gordas e começamos agora os anos de vacas magras, sem nenhuma gordura", disse o deputado tucano.

O deputado Antonio Palocci (PT-SP) saiu em defesa de Mantega e negou que o governo Lula tenha perdido "os anos de vacas gordas". "As gorduras estão aí, deputado, pois o País acumulou US$ 200 bilhões em reservas." Segundo ele, o governo Lula poderia ter usado as reservas mas não o fez.

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