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Mantega: valorização do real está no limite

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que acredita em uma mudança do comportamento do real em relação a outras moedas, em especial ao dólar. Espera-se que o real deixe de se valorizar.

Agência Estado |

Ele deve reagir e caminhar para um patamar mais desejável", comentou Mantega durante o evento "Desenvolvimento Econômico: Outro Quadro Internacional, Novos Desafios", em São Paulo.

Mantega admitiu que talvez haja exagero na valorização da moeda, mas lembrou que este movimento de queda do dólar ajudou a controlar o ímpeto inflacionário vivenciado pelas economias de todo o globo. "Mas agora não deve haver mais espaço (para a alta do real). Acredito que estamos esbarrando no limite e se isso continuar, as contas externas vão para o vinagre", afirmou.

Crédito

Outro exagero que deve ser corrigido, segundo o ministro, é o do crescimento da demanda agregada. Para Mantega, a expansão é necessária, mas o aquecimento verificado foi superior ao desejado. "A demanda tem que continuar a crescer, o crédito tem que continuar a crescer, mas a níveis mais baixos do que os vistos até agora", disse. Mantega lembrou que o consumo das famílias já vem mostrando desaceleração.

Ele lembrou que no quarto trimestre do ano passado o consumo das famílias registrou alta de 8,6% e, ao final do primeiro trimestre deste ano, cedeu para 6,6%. "A faixa desejada é de expansão em torno de 6%. Esta queda de dois pontos é bastante coisa", avaliou, acrescentando que a diminuição do crescimento da demanda combinada com o aumento dos investimentos é a equação ideal para enfrentar o ciclo atual de inflação elevada.

Inflação

Mantega afirmou acreditar que o pico da inflação já foi atingido e que até o final do ano os números mostrarão desacelaração. "Chegamos no auge da inflação e começamos a descer a montanha", afirmou, ressaltando que nas últimas seis semanas o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) vem mostrando taxas cada vez menores do que as anteriores.

Ele pediu cautela na avaliação dos próximos indicadores de preços a serem divulgados. "Os índices acumulados em 12 meses ainda dão a ilusão de que a inflação está subindo, mas o movimento é para baixo", argumentou. O ministro reforçou que é preciso combater a inflação, e o governo já está fazendo isso, segundo ele, mas sem abortar o crescimento.

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