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Mantega vai ao Congresso pedir aprovação das medidas anticrise

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e líderes partidários para falar da crise financeira internacional e os possíveis reflexos no Brasil, justificando a edição das Medidas Provisórias 442 e 443 como uma decisão emergencial para proteger o país do contágio da crise financeira internacional. A MP 442, que deve ser votada hoje pela Câmara e acabou de ser relatada pelo deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) em plenário, autoriza o Banco Central (BC) a adotar medidas emergenciais para suprir a liquidez do sistema bancário. Entre outras medidas, a MP muda as regras para o redesconto, as linhas de socorro da autoridade monetária ao sistema financeiro.

Valor Online |

Mantega explicou, pela manhã, que a questão foi incluída na MP porque o BC tinha a capacidade de conceder redesconto "inibida pela legislação", exigindo, por exemplo, uma avaliação prévia da carteira de crédito do banco em dificuldades. "Isso é impossível em tempos de uma crise sem precedentes, como agora", citou o ministro, "e o redesconto é uma arma importante para dar liquidez aos bancos", completou.

Durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ministro afirmou a cerca de três mil empresários que a crise financeira mundial terá "forte impacto na atividade econômica, na economia real, e no mundo todo vai desacelerar". E voltou a afirmar que a crise será de longa duração.

Mantega disse também que os problemas de crédito ao exportador começaram em 2007, com o início da crise dos contratos imobiliários americanos sem garantias (subprime). E que a escassez de liquidez internacional levou a um aumento do spread bancário (diferença entre o custo de captação e o custo cobrado nos empréstimos). "Estamos com os maiores spreads, desde a década de 1970", afirmou o ministro. "Há uma redução de liquidez para o sistema financeiro como um todo, porém não temos um travamento como nos Estados Unidos", disse Mantega, após admitir que há, de fato, um "comedimento de liquidez" bancária no país, onde os bancos maiores seguram o crédito prejudicando os bancos menores.

A MP 443 autoriza a Caixa Econômica e o Banco do Brasil a comprarem participação em bancos privados e públicos, sem licitação, além de permitir que a Caixa possa ser acionista minoritária de empresas de construção civil para capitalizar empresas com problemas de acesso a crédito.

A oposição quer limitar o tempo em que os dois bancos federais poderão fazer tais operações. O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS) admitiu que o governo concorda com tal limitação, pois "a idéia é que a medida não tenha validade eterna", disse ele.

Depois de visitar Chinaglia, Mantega foi ao gabinete do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), com a mesma disposição de dialogar com os líderes partidários sobre as duas MPs.

(Valor Online, com Agência Brasil)

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