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Mantega recomenda que investidor mantenha posições

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, recomendou hoje aos investidores que não se desfaçam de suas posições no mercado financeiro neste momento. Segundo ele, este não é um momento para precipitações.

Agência Estado |

"A economia brasileira está sólida e há muita flutuação em período de crise e depois volta ao normal. Para o investidor, para o correntista, minha recomendação é que nada deve ser feito. Devem-se manter as posições porque, passado este momento, tudo volta ao normal", disse Mantega ao chegar à sede do Ministério da Fazenda, em Brasília. Ele destacou ainda que o Brasil é um porto seguro no meio desta crise e, ao contrário de outros países, sairá fortalecido deste período de volatilidade.

O ministro afirmou que houve uma piora na crise financeira internacional com o pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers. "Talvez haja um agravamento ainda maior. Outras instituições podem ter alguma queda ou prejuízo maior. Isso significa uma crise prolongada e profunda da economia dos Estados Unidos. É claro que isso afeta a economia mundial no sentido de reduzir o crédito", disse Mantega, acrescentando que a conseqüência deve ser uma desaceleração maior da economia mundial. Mas, para o ministro, o Brasil não será afetado do ponto de vista do crescimento. Ele manteve a projeção de 4,5% de crescimento para o ano que vem e de 5% a 5,5% para este ano.

Mantega afirmou que o outro lado dessa crise é a aceleração da queda dos preços das matérias-primas (commodities). Mas ele disse que a queda das commodities "compensa largamente" o impacto da recente subida do dólar na inflação. O ministro avaliou ainda que a subida do dólar hoje foi pouco expressiva. O dólar comercial fechou em alta de 1,85% a R$ 1,814. Já a Bolsa de Valores de São Paulo despencou 7,59% a 48.416 pontos, a maior queda desde os atentados terroristas nos EUA de 11 de setembro de 2001.

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