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Mantega rechaça retração em 2009 e diz que crescer 4% é uma meta

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar que o crescimento de 4% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano é uma meta que dependerá da ação conjunta da sociedade e do governo para se concretizar. Ele afastou a hipótese de o país ter retração econômica neste ano, como tem sido previsto por alguns economistas.

Valor Online |

" Não teremos PIB negativo em 2009. Posso até fazer uma aposta de que ele será positivo. De quanto, eu não sei " , afirmou.

O ministro acredita que um resultado positivo será possível porque o pior da crise já pode ter passado e porque o Brasil reúne aspectos favoráveis em sua economia para sair rapidamente da turbulência atual.

Mantega repetiu que os empresários precisam manter o ritmo de investimentos, colaborando assim para a retomada da expansão econômica. " Vamos ter crescimento positivo, certamente mais do que o mencionado em previsões, mas isso depende da atitude da sociedade frente à crise. Principalmente dos empresários. Se eles estiverem confiantes e assumirem posições ousadas, juntos construiremos um crescimento melhor. "
Ainda sobre a necessidade de engajamento da sociedade no enfrentamento da crise, Mantega disse que " o consumidor não tem de se intimidar " . Segundo ele, o trabalhador que está empregado não deve adiar projetos como compra de casas ou carros, porque isso estaria corroborando para a desaceleração do crescimento.

Questionado sobre os recentes acordos entre empresas e trabalhadores para a redução de jornada de trabalho e salário, o ministro respondeu que a posição do governo sobre esse tema é de neutralidade. " Preferimos não nos envolver e deixar que a sociedade equacione essa questão. "
Em pronunciamento em seminário da Lide (Grupo de Líderes Empresariais) em São Paulo, o ministro acrescentou que se o governo americano acelerar propostas de solução para os ativos tóxicos no mercado financeiro, será possível retomar mais rapidamente a expansão. " Nós rezamos e torcemos para que o (presidente dos EUA, Barack) Obama e o secretário do Tesouro possam acelerar a resolução dos problemas (com o crédito imobiliário e os ativos tóxicos). Aí será mais fácil a retomada das economias globais. "
(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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