O ministro da Fazenda, Guido Mantega prometeu estudar em 48 horas pedido dos empresários para que o cartão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo qual pequenas e médias empresas podem tomar até R$ 500 mil, possa ser usado para financiar pagamento de tributos e de insumos, como energia elétrica, por um período de três a quatro meses. O governo vai estudar a viabilidade legal e pode submeter a medida para aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN).

A exemplo das duas primeiras reuniões do Grupo de Acompanhamento da Crise, as dificuldades de acesso ao crédito e o alto custo do dinheiro tomou boa parte da reunião que ocorreu ontem no Ministério da Fazenda."Em todos os setores, o crédito não chega, ou não chega de maneira suficiente", afirmou o presidente da Confederação Nacional da indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. Segundo ele, a utilização do cartão do BNDES para pagar impostos ajudaria a manter as empresas adimplentes, além de ser um mecanismo inteligente do ponto de vista da arrecadação.

O vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, argumentou que o cartão BNDES é uma forma eficiente e menos burocrática das empresas, principalmente as micro e pequenas, terem acesso a crédito mais barato, de 1% ao mês. "Quem mais sofre com a falta de crédito é a pequena e média empresa. A grande empresa consegue se defender", disse. O presidente da CBIC disse que o setor da construção tem 100 mil empresas e, desse total, 90% têm até 19 funcionários.

O governo também ficou de estudar uma maneira de operacionalizar melhor as linhas de crédito já existentes, como, por exemplo, a do Progeren (Programa de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda), do BNDES. Os empresários reclamaram que os bancos não querem emprestar com recursos do BNDES porque têm juros mais baixos.

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