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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a decisão de priorizar produtos nacionais nas compras governamentais pode ter algum impacto orçamentário, mas deve ser compensado com o recolhimento de mais tributos. O raciocínio do ministro é de que a medida aumentará o faturamento das empresas, refletindo na arrecadação de tributos como PIS e Cofins.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a decisão de priorizar produtos nacionais nas compras governamentais pode ter algum impacto orçamentário, mas deve ser compensado com o recolhimento de mais tributos. O raciocínio do ministro é de que a medida aumentará o faturamento das empresas, refletindo na arrecadação de tributos como PIS e Cofins. "Isso acaba neutralizando o custo", afirmou, durante o lançamento do pacote de incentivos ao setor de exportação.

Mantega classificou as medidas de estímulo às exportações anunciadas como um pacote "tudo de bom". Em sua avaliação, as medidas fazem parte de uma política totalmente saudável que não tem efeito colateral. Ele destacou que as medidas estimulam a produção no Brasil, o aumento de empregos, o faturamento e a arrecadação. "Não só não causa inflação como aumenta a arrecadação no setor público e melhora as contas públicas. É tudo de bom com essas políticas", disse.

Para ele, o pacote anunciado hoje coloca o Brasil em condição de competir melhor no mercado internacional. "Os nossos concorrentes estão hoje cada vez mais aguerridos", disse, acrescentando que as medidas reduzem o custo Brasil. O ministro também destacou que China, Coreia e outros países exportadores fazem esse tipo de política de estímulo.

Mantega disse ainda que a existência de garantias e bancos voltados à exportação são armas importantes que existem em outros países para apoiar suas vendas externas. "Dessa maneira, estamos nos preparando como os nossos concorrentes", argumentou.

Exim Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou que a sede operacional do Exim Brasil, agência de apoio ao setor de exportação anunciada hoje pelo governo, será no Rio de Janeiro. O lugar foi escolhido por causa dos funcionários que hoje são do BNDES e que serão transferidos para o novo banco. Coutinho acredita que, até o início de agosto, os funcionários já estarão trabalhando em outro prédio, próximo ao do BNDES. Ele disse que a criação do Exim Brasil não terá custo. "Estamos otimizando a estrutura do BNDES", afirmou.

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