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Mantega: perda do poder aquisitivo é o que mais preocupa

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje a parlamentares, em audiência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, que a perda do poder aquisitivo da população de menor renda é a questão mais preocupante atualmente. A atenção da equipe econômica ocorre porque esta faixa de renda compromete, em média, até 40% do rendimento mensal com alimentação, justamente o setor que apresenta a maior inflação acumulada dos últimos meses.

Agência Estado |

Mantega repetiu que ser forem excluídos os preços de alimentos, bebidas e derivados de matérias-primas, como petróleo e aço, a inflação seria muito menor. Até maio de 2008, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses registrou alta de 5,58%. Neste mesmo período, o grupo de alimentos e bebidas teve alta de 14,63%. Já os demais preços subiram 3,21%.

O ministro também apresentou dados da pesquisa Focus do Banco Central que mostram que os repasses dos aumentos do atacado para o varejo devem prevalecer até dezembro de 2008. "Porém, depois deste período as estimativas de mercado voltam para a tendência descendente em direção aos 4,5%".

Crédito

Mantega disse aos deputados que as medidas de restrição ao crédito, como o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o recolhimento compulsório sobre depósitos de leasing, têm como objetivo reduzir o ritmo de expansão dos empréstimos a patamar inferior a 30% ao ano. "É para acelerar, mas em ritmo um pouco menor que 30% ao ano", disse o ministro, em audiência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Ao comentar desempenho recente do mercado de crédito, que chegou a crescer 32% em 12 meses, Mantega classificou a velocidade de aumento das operações como "um pouco excessiva".

O ministro citou aos deputados que medidas de restrição ao crédito fazem parte das ações setoriais da equipe econômica para combater a inflação. Outra decisão é a liberalização de importações. Mantega citou como exemplo a análise de ajuste na lista de exceção de produtos que podem ser importados no âmbito do Mercosul.

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