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Mantega pede que Estados e municípios adiem cobrança do Simples

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou hoje que pediu a estados e municípios que prorroguem por 60 dias a cobrança do Simples, como forma de aliviar a pressão nas empresas em função da crise. Mantega participa da reunião ministerial na Granja do Torto, onde está sendo traçado um panorama da economia nacional, de modo que todos os presentes possam conhecer a solidez do país e como estímulo a que mantenham os programas de governo em funcionamento. O ministro fez a apresentação economia, junto com o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, nos aspectos financeiro e monetário. A ministra Dilma Rousseff falou sobre as ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da importância de mantê-las, já que estimulam os setores elétrico, de habitação e de saneamento.

Valor Online |

Mantega disse que alertou para o fato de que as medidas tomadas na zona do euro e nos Estados Unidos seguraram o "derretimento" dos bancos, mas o crédito não voltou e passou a afetar a economia como um todo.

Ele disse também que o mais importante é que os países estão atentos para não repetir a crise que se seguiu à quebra da Bolsa em 1929 e perdurou nos anos subseqüentes. Naquela época, as ações foram isoladas e decidiu-se por um forte protecionismo. "Agora, os países escaldados resolveram agir com políticas anticíclicas."
Mantega disse que, no caso do Brasil, o país tem feito o "dever de casa" para enfrentar a crise. Lembrou, por exemplo, que a safra 2008/2009 está preservada, com pequenas perdas em produtos específicos.

"Nosso anticíclico é manter todos os programas em funcionamento. Digamos que a situação no Brasil está sob controle graças às nossas medidas. O governo continuará tomando medidas anticíclicas no sentido de manter o patamar de crescimento em torno de 4% no próximo ano."
Ele enfatizou que o G-20 tem feito grande esforço no sentido de estimular as atividades produtivas, com redução de juros e aumento da atividade econômica. Segundo Mantega, agora não é mais o G-7 que toma as decisões e o G-20 tem demonstrado condições de sugerir rumos seguros para a economia.

A reunião ministerial foi aberta por volta de 9h40 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em seguida Mantega e Meirelles fizeram sua apresentação.

Na seqüência, o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, falou sobre a reunião do G-20, ocorrida no último dia 15, na capital norte-americana, que teve como foco discutir a crise financeira com líderes de economias desenvolvidas e em desenvolvimento.

Essa é a terceira reunião ministerial de 2008 e a primeira em que Lula reúne toda a equipe, desde o início da crise financeira mundial. Também participam dos debates os senadores Roseana Sarney, líder do governo no Congresso, e Romero Jucá, líder do governo no Senado; e o deputado Henrique Fontana, líder do governo na Câmara. O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior não participa do encontro, pois cumpre agenda no exterior.

(Agência Brasil)

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