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Mantega pede ousadia e coragem a empresários

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, instou os empresários a terem ousadia e coragem para que o País saia mais forte da crise do que quando entrou. O Brasil está em condições muito melhores do que as economias mundiais.

Agência Estado |

Temos de aproveitar essas vantagens que dão maior solidez e não nos intimar. Temos de ser ousados na crise e sair dela ainda mais fortes de quando entramos", disse hoje no seminário "O papel da livre iniciativa no combate à crise", promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais e Associação Brasileira de Agências de Publicidade, em São Paulo.

O ministro pediu para que a sociedade, especialmente os dirigentes de empresas e trabalhadores, evite o que chamou de "armadilha da parcimônia". "Numa situação de crise, pode haver uma reação dos empresários de postergar os investimentos, ficar com caixa alto e observar sem se expor a riscos. Se todos agirem assim, vamos de fato desacelerar a economia", afirmou. "O mesmo vale para o consumidor. Se ele tomar uma atitude parcimoniosa de excessiva prudência, como postergar contas da casa própria e de eletrodomésticos, ele estará contribuindo para a crise. Mas acredito que o setor privado, os consumidores e o governo vão trabalhar junto na direção contrária, que é fazer a economia crescer", completou.

O empresário Abílio Diniz, presidente do grupo Pão de Açúcar, fez um discurso de que a sociedade deve continuar investindo e consumindo para evitar um desaquecimento intenso da economia. "É preciso, sobretudo neste momento, confiança no País, investimento e garantia de emprego", comentou. Segundo o empresário, os agentes econômicos são movidos principalmente por expectativas relativas às perspectivas da economia, e não por fatos já consumados. "Precisamos continuar acreditando no Brasil e manter nossos projetos de expansão, pois, ao final da crise, o País vai se mostrar com fundamentos macroeconômicos muito mais sólidos do que os atuais, tornando-se uma das nações mais favoráveis para investimentos."

Mantega ressaltou que o País crescerá de acordo com o empenho da sociedade para que supere a crise e avance em desenvolvimento econômico e social. Ele afirmou que o governo trabalha com a meta de expansão do PIB de 4%, mas reconheceu que uma parte expressiva do incremento da economia doméstica nos próximos trimestres dependerá do sucesso dos governos dos países desenvolvidos, sobretudo dos EUA.

"Se o presidente (Barack) Obama (dos Estados Unidos) conseguir dar uma resposta objetiva em relação aos créditos imobiliários e ativos tóxicos, nós poderemos acelerar a resolução dessa crise. E nós esperamos que ele o faça", afirmou o ministro. "Rezamos, torcemos para o presidente Obama e o secretário do Tesouro (dos Estados Unidos), para acelerar a resolução. E aí será mais fácil para (avançar) o comércio internacional e retomar o crescimento da economia global."

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