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Mantega: País pode crescer 6% com inflação sob controle

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que é possível para economia brasileira crescer a uma taxa em torno de 6% de forma equilibrada. Com inflação sob controle, acrescentou.

Agência Estado |

Para ele, a inflação brasileira "só" subiu este ano devido ao choque de preços das commodities. Segundo ele, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos trimestres confirmam essa avaliação.

O ministro da Fazenda avaliou que o dinamismo do mercado interno é uma vantagem para o Brasil enfrentar a crise. Essa mesma avaliação sobre o mercado interno foi feita pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na semana retrasada.

'Novo câmbio'

Mantega avaliou que as contas externas brasileiras vão se ajustar com o "novo câmbio". Na sua avaliação, tudo indica que o câmbio ficará numa posição mais favorável para as exportações brasileiras. "Eu conto muito com a mudança cambial para o estímulo das exportações brasileiras. As exportações ficarão mais competitivas. Essa que é verdade. Nós ganhamos competitividade com o dólar a R$ 2,30, R$ 2,40 e R$ 2,50", disse.

Ele ressaltou que com esse "novo câmbio" as exportações brasileiras ficam mais baratas, o que automaticamente faz um ajuste das contas externas. "As contas externas vão ser ajustadas principalmente pelo novo câmbio. Um dos ajustes que foram feitos na economia é que nós tínhamos uma valorização cambial excessiva. O real estava muito valorizado e isso prejudicava as exportações brasileiras. Encarecia as exportações e barateava as importações", afirmou. Ele ponderou, no entanto, que não sabe "onde o novo câmbio" vai ficar, porque o sistema é flutuante.

O ministro previu que com o "novo câmbio" haverá uma compensação natural e uma mudança de variáveis do balanço de pagamentos. Segundo ele, a conta de transações vai melhorar, porque haverá diminuição do déficit da conta de viagens internacionais e de remessas de lucros e dividendos. "Vocês vão viajar mais pelo Brasil. As remessas de lucros e dividendos deverão diminuir também. Elas não são infinitas", ressaltou.

Mantega disse acreditar que a economia brasileira continuará com as contas externas "bastante equilibradas". "Agora, com algum déficit em transações correntes", ponderou. Ele destacou que as reservas internacionais, mesmo com a crise internacional, permaneceram praticamente intactas, acima de US$ 200 bilhões, ao contrário de outros países que perderam as suas reservas. "Isso mostra a nossa resistência", disse.

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