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Mantega: oferta tem seguido a demanda

O ministro Guido Mantega aproveitou as comemorações dos 200 anos do Ministério da Fazenda ontem para mandar um recado ao Banco Central (BC), que define a Selic amanhã. Para ele, a oferta de produtos tem acompanhado a demanda, o que não gera pressão inflacionária.

Agência Estado |

A tese é oposta à do presidente do BC, Henrique Meirelles, para quem a forte demanda é uma das razões da atual inflação.

Ele ainda rebateu críticas de "alguns consultores que ganham fábulas", para os quais o crescimento da economia brasileira está calcado apenas no aumento do consumo. "Não se pode criar um consumo artificial, mas se não tiver consumo, como podemos crescer? O consumo é que estimula os investimentos", disse observando que os investimentos têm aumentado a uma taxa de 18%.

Mantega destacou a baixa vulnerabilidade externa do País. "Com o esforço de todos, conseguimos por o Brasil na rota de crescimento. Um crescimento robusto, acima de 4%, de 4,5% e até de 5%, como temos hoje", afirmou. E disse que o Brasil é hoje uma potência emergente graças às políticas do atual governo e de governos anteriores, que fortaleceram os fundamentos econômicos. Para ele, a economia está sob controle, mesmo com quadro econômico internacional adverso.

Em seminário promovido pelo ministério, com Meirelles do lado, Mantega se disse convicto de que o atual ciclo de crescimento não será interrompido. Mas admitiu que a expansão em 2009 será menor em razão das medidas de ajuste ao cenário de crise internacional.

Também presente, o ex-ministro Delfim Netto disse haver um "cabo de guerra" entre a Fazenda e o BC em torno do juro. "Acho que o BC vai aumentar os juros para reafirmar a sua independência", disse. O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira disse que não estava "totalmente convencido" do otimismo de Mantega por causa da atuação ortodoxa do BC. E comparou o Brasil ao Japão. "Nos dois países os Ministérios da Fazenda são desenvolvimentistas, mas os bancos centrais seguem políticas ortodoxas."

Mantega previu que o dólar continuará subindo, o que deve estimular as exportações e ajudar a reduzir o déficit em conta corrente. "Com a flutuação do câmbio, que permite a alta do dólar e torna as exportações mais competitivas, teremos mais um problema resolvido." Para ele, não se pode permitir que o déficit em conta corrente passe de certo limite, o que seria perigoso para a sustentabilidade da economia. Mas observou que o dólar, que chegou a cair para R$ 1,56, já estava ontem a R$ 1,73 e "deve manter essa trajetória", o que será positivo na atual situação da economia.

Mantega não considerou, porém, o efeito que a alta do dólar poderá ter na inflação. Para ele, a preocupação atual do governo é reduzir um pouco o ritmo da atividade econômica para não absorver a inflação que vem de fora".

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