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Mantega: não vi sinal de contágio nos bancos brasileiros

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que a crise financeira internacional não gerou nenhum contágio nos bancos brasileiros. O problema está circunscrito àquelas instituições que atuaram no segmento subprime (crédito de alto risco de inadimplêncai) nos Estados Unidos e suas derivadas.

Agência Estado |

Essas derivadas não atingiram os bancos brasileiros, que estiveram oferecendo mais crédito à economia brasileira e fazem negócios aqui. Os bancos brasileiros estão sólidos. Talvez possa ocorrer algum tipo de efeito sob suas ações negociadas em bolsa", declarou, durante o 5º Fórum de Economia, promovido pela Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas. Mantega destacou que tais impactos, se ocorrerem, serão mínimos.

Embora reconheça que a crise internacional se agravou, o ministro destacou que a robustez da economia nacional indica aos investidores internacionais que o Brasil ainda é uma das melhores alternativas de negócios no mundo. "O País é investment grade (grau de investimento) e pode receber investimentos e fundo de pensão globais. Ele continua sendo bem visto (pela comunidade financeira internacional). Se houver uma deterioração do sistema financeiro mundial, haverá menos oportunidades de aplicação. O Brasil pode se manter como uma alternativa das mais favoráveis", avaliou.

Mantega destacou que a recente queda dos preços das ações brasileiras tornaram esses ativos muito atraentes em parâmetros internacionais, pois os papéis de tais companhias se tornaram baratos em comparação à perspectiva de lucros que tais empresas devem gerar no curto e médio prazo. "Se tem algum lugar no mundo onde as empresas ainda podem ter
lucros, é o Brasil."

Efeitos da crise

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que as autoridades do governo dos Estados Unidos estão agindo adequadamente para minimizar os efeitos da crise financeira, que se agravou com a declaração de pedido de concordata do quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, o Lehman Brothers.

"A ação das autoridades financeiras nos Estados Unidos visa a conter os impactos a fim de evitar que ocorra uma crise sistêmica. Esse é o desafio, que é limitar a crise às instituições de crédito que têm maiores problemas. Não sei se vão ter sucesso nessa empreitada. Mas Ben Bernanke (presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA) está empenhado nisso", comentou.

"Por enquanto, a crise nos trouxe alguma perspectiva de encarecimento do crédito e menor ingresso de recurso interno no Brasil. Tudo isso é controlável e não vai impedir que tenhamos um bom crescimento este ano e no próximo", projetou.

O ministro ressaltou que o Federal Reserve tentará neutralizar eventuais problemas de default do banco Lehman Brothers, que poderiam afetar outras instituições de grande porte, caso a concordata seja de fato concretizada. Para Mantega, a ação do Fed é oportuna porque, no sistema financeiro, grandes bancos têm conexões comerciais com outras instituições. "Vai haver agravamento da situação financeira dos Estados Unidos, mas não vejo nenhuma conexão com o Brasil", avaliou.

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