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Mantega: não há banco quebrando no Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que não tem banco quebrando no Brasil. Segundo ele, o sistema financeiro brasileiro é sólido porque é menos alavancado, mais prudente e mais capitalizado do que em outros países.

Agência Estado |

"Mas isso não o isenta de ter problemas de liquidez, por isso o Banco Central está devolvendo os depósitos compulsórios, criando mais alternativas para criar liquidez", disse. O ministro afirmou que uma prova de que não há bancos com problemas é que não há corrida ao redesconto do Banco Central. "Então é porque a situação está tranqüila", declarou.

Já o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que não há demanda pelo redesconto. "Não foi feita nenhuma operação de redesconto porque não teve instituição que julgou necessário buscar o Banco Central", afirmou Meirelles. O redesconto é a linha de crédito emergencial que o BC oferece aos bancos.

Por sua vez, Mantega afirmou que as medidas anunciadas hoje criam mais uma alternativa para que os bancos busquem liquidez no mercado. "É mais uma opção. Não é obrigatório", afirmou, referindo-se à possibilidade de o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal poderem adquirir participação em instituições financeiras públicas e privadas. Segundo eles, mesmo que essa possibilidade não seja usada, é bom que exista. "O importante é ter o conforto de ter essa alternativa. Todo mundo fica mais tranqüilo."

O ministro disse que essas operações serão realizadas dentro das regras de mercado e afirmou que essa permissão, publicada na Medida Provisória 443, não é para socorrer bancos que fizeram uma má gestão. "Não compraremos ativos podres até porque aqui não temos esse problema.", disse Mantega. O ministro ponderou que todas as ações do governo têm sido pautadas por regras transparentes e operações de mercado. "Não vemos nenhum subsídio."

Sem aporte

Mantega afirmou que o governo não pensa em fazer aporte no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal para que estas instituições possam realizar as operações permitidas hoje pela medida provisória 443. "O BB e a Caixa têm liquidez suficiente para fazer essas operações", afirmou o ministro.

Segundo ele, além de poderem adquirir participação em instituições financeiras, os dois bancos também poderão comprar instituições previdenciárias. "Estamos criando a possibilidade de o BB e da Caixa atuarem em vários segmentos", disse o ministro. Segundo ele, o BB e a Caixa poderão comprar a participação acionária dos seus sócios nos fundos de pensão que já possuem ou mesmo comprar de outras empresas.

Mantega também rebateu as críticas de que o governo estaria interferindo na gestão do BB, o que teria provocado queda das ações da instituição. "Este comentário é recorrente e improcedente, basta ver a lucratividade do Banco do Brasil. Ele é nível 2 na Bolsa, o que significa que se submete às regras da Bolsa", disse Mantega.

O ministro disse que o desempenho do BB é "impecável" e que o governo não faz determinações sobre a administração do banco. Mas Mantega afirmou que, como controlador da instituição, o governo exige que o BB aumente o crédito, reduza os juros, buscando ser competitivo no mercado e tenha bons resultados.

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