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Mantega: não é necessária auditoria na dívida pública

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que, ao contrário do que dizem alguns deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Pública, não há necessidade de uma auditoria na dívida pública do Brasil. Ele disse que a dívida é transparente e, por isso, é desnecessária uma auditoria.

AE |

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que, ao contrário do que dizem alguns deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Pública, não há necessidade de uma auditoria na dívida pública do Brasil. Ele disse que a dívida é transparente e, por isso, é desnecessária uma auditoria. "Posso afiançar que não há irregularidades na gestão da dívida", declarou o ministro. Ele admitiu que, "mesmo no passado (em outros governos)", não haveria necessidade de uma auditoria na dívida pública do País. O que ocorria no passado, segundo Mantega, eram taxas de juros "absurdas". "Não acredito que haja irregularidades", insistiu. <p><p>Mantega assegurou também que não há explosão da dívida interna e afirmou que a dívida pública não aumentou durante sua gestão no Ministério da Fazenda nem durante o período anterior (em que o titular do cargo era Antonio Palocci). Com ironia, afirmou que os ministros de outros governos não compareceram à CPI "para não sentir constrangimento." <p><p><b>Spreads</b><p><p>Ainda na sessão, o ministro da Fazenda voltou a criticar os elevados spreads bancários (diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes) no Brasil. Mantega afirmou que os juros para o consumidor são "muito elevados". Segundo ele, o país poderia ter spreads menores. Para o ministro, os spreads elevados se devem à falta de concorrência no setor financeiro. Ele afirmou que a redução de juros e spreads está sendo estimulada pelos bancos públicos. "Algo está mudando no setor que é oligopolizado. Poucos bancos disputam o crédito", disse. Segundo ele, a disputa no crédito está aquém do desejado. Quando o crédito no Brasil for barato como em outros países, afirmou o ministro, haverá uma expansão grande do mercado consumidor brasileiro. Ele lembrou que o crédito já foi mais caro.<p><p>Na audiência, o ministro afirmou que a economia brasileira não está desindexada. Segundo ele, há um resquício do período inflacionário. Por isso, disse, ainda existem os preços administrados. Mantega afirmou que a indexação atrapalha porque cria um piso para a inflação. Segundo ele, os contratos negociados no período inflacionário poderão ter a sua composição modificada na data do vencimento. "A indexação cria uma inércia inflacionária. Temos de avançar", afirmou.<p><p><b>Empregos</b><p><p>Mantega apresentou na audiência uma estimativa de que, no período de janeiro a março deste ano, foram criados no País 500 mil empregos. Mantega afirmou que o atual modelo de crescimento econômico, com grande geração de emprego, é o principal "divisor de águas" numa comparação entre a política econômica do atual governo e as dos governos anteriores.<p><p>O ministro disse que a geração de empregos no País se deve ao que classificou de "novo modelo econômico" e que o Brasil tem um crescimento mais forte desse processo, porque foi fomentado pelas políticas do governo de estímulo ao investimento. Citou como exemplo o setor da construção civil, que, segundo ele, está "bombando".<p><p>Mantega contestou afirmação de um deputado da CPI que comparou o governo brasileiro a "Alice no país das maravilhas". O ministro disse que não existe esse quadro e que o País está "na rota do crescimento". Segundo ele, em 2010, o Brasil terá um dos maiores índices de crescimento econômicos entre vários países.
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