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Mantega: juro de banco público não pode ser o maior

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que os bancos públicos não podem cobrar taxas de juros em seus empréstimos maiores do que os bancos privados. Segundo ele, os bancos públicos no Brasil vão continuar o processo de queda nas taxas de juros e também do spread bancário.

Agência Estado |

De acordo com o ministro, os bancos públicos vão sair na frente na queda dos spreads bancários. "Esperamos que os bancos privados tenham o mesmo comportamento", disse em entrevista coletiva.

Mantega disse que as compras de carteiras de outras instituições financeiras feitas pelos bancos públicos até agora foram muito bem avaliadas e o risco das carteiras, segundo ele, ficou nas instituições que as venderam. Até agora, disse ele, não houve problema de risco com nenhum dos ativos adquiridos pelos bancos oficiais. Ele disse que os bancos federais, durante o agravamento da crise internacional, receberam maiores depósitos de clientes e estão mais sólidos do que antes da crise.

Mantega afirmou que não há interferência política nos bancos públicos. Segundo ele, os dirigentes são escolhidos pelo governo. "Eles respondem a nós", disse ao acrescentar que eles seguem a orientação do governo.

O ministro afirmou que os bancos públicos podem reduzir o spread cobrado dos clientes sem perder rentabilidade. Segundo ele, as instituições podem, por exemplo, compensar uma queda no spread com uma ampliação na participação de mercado. "É possível baixar o spread sem reduzir a rentabilidade", afirmou. Ele lembrou, no entanto, que por causa dos lucros elevados os bancos têm margem para reduzir o custo do crédito ao consumidor. "Demos uma orientação geral para que os bancos reduzam suas taxas. Alguns bancos públicos elevaram suas taxas sem razão", afirmou.

Juro básico

Mantega avaliou que o Banco Central deu um passo importante ontem, ao reduzir a taxa Selic (juro básico da economia) em um ponto porcentual, para 12,75% ao ano. Segundo ele, as taxas de juros continuarão caindo daqui para a frente. Para o ministro, agora elas estão em "outro patamar". Ele destacou que logo após a decisão do Copom vários bancos também anunciaram redução das taxas de juros cobradas de seus clientes. Enfaticamente, o ministro disse que a decisão de ontem foi o início de um processo de flexibilização monetária. "Daqui para a frente, as taxas de juros continuarão caindo."

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