Depois da divulgação da forte queda da economia no último trimestre de 2008, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mudou o discurso e disse ontem que ficou muito difícil o governo atingir a meta de crescimento de 4% fixada para este ano. Ele não quis fazer nova previsão, alegando que o cenário externo e interno ainda é de grande volatilidade.

Mesmo assim, Mantega disse que os analistas mais pessimistas falam em crescimento de 1% a 1,5% este ano. "Eu acredito que poderemos ter mais do que isso", afirmou.

O ministro confirmou, no entanto, que o governo vai apresentar, no próximo dia 20, uma nova previsão para o crescimento da economia em 2009, que servirá de base para a reestimativa da receita orçamentária e para o resultado fiscal. "No dia 20 teremos nova previsão, mesmo que não seja a definitiva."
A única certeza de Mantega é que não haverá recessão este ano. "Teremos crescimento positivo." Mas o ministro não quis descartar uma recessão técnica, se a economia encolher também no primeiro trimestre deste ano. A recessão técnica ocorre quando um país tem queda da atividade econômica em dois trimestre consecutivos.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou, por sua assessoria, que o PIB do quarto trimestre de 2008 mostrou que o Brasil não está imune à crise mundial. Segundo ele, a queda de 3,6% foi influenciada por ajustes de estoques em alguns setores. Apesar disso, Meirelles afirmou que o crescimento de 5,1% em todo o ano passado mostra que a economia brasileira tem fundamentos sólidos, o que vai ajudar o País a sair da crise.

"Foi ruim e é uma pena", disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao comentar os dados do IBGE. Ele lembrou que a atividade econômica estava crescendo a 6,8% no terceiro trimestre, mas sofreu uma freada bruca. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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