O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje que o governo está reduzindo a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) a partir de amanhã para pessoas físicas de 3% ao ano para 1,5% ao ano. Em cima desta alíquota ainda continuará incidindo mais 0,38% que foi instituído no início do ano para cobrir parte das perdas na arrecadação com o fim da CPMF.

"Em janeiro aumentamos esta taxa do IOF porque estava havendo o aumento do crédito, e nós queríamos reduzir a expansão do crédito. Agora, estamos revendo esta medida", afirmou o ministro em entrevista coletiva à imprensa.

Segundo ele, o impacto da redução do IOF no spread cobrado pelos bancos (diferença entre o juro do crédito e o custo de captação dos recursos) será de 4 pontos porcentuais. Mantega disse que espera que haja um barateamento nos juros bancários. O ministro disse ainda que no primeiro momento da crise o medo das instituições financeiras elevou as taxas de juros praticadas, mas que agora, quando estamos caminhando para a normalidade, deve reaver uma redução não só do IOF, mas das taxas de juros para reativar a economia. Mantega afirmou que nos bancos públicos a redução será imediata. O ministro disse que a queda na alíquota do IOF não tem data de validade e representará uma renúncia fiscal de R$ 2,5 bilhões por ano.

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