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Mantega: hoje não será anunciada medida contra a crise

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não vai anunciar hoje novas medidas para combater os efeitos da crise financeira internacional. Mantega, que deu uma rápida entrevista à imprensa para fazer um resumo da primeira parte da reunião ministerial que acontece na Granja do Torto, disse que o encontro, que reúne quase toda a equipe do governo Lula, tem o objetivo principal de fazer uma avaliação da situação econômica.

Agência Estado |

O ministro também voltou a dizer que o governo não vai fazer pacote contra a crise.

Ao resumir sua apresentação na reunião, Mantega disse que a crise internacional já deixou de ser apenas financeira para afetar as economias mundiais como um todo. Ele, entretanto, acredita que diferentemente dos Estados Unidos e dos países da zona do euro, o Brasil e os demais países emergentes não deverão entrar em recessão. "O Brasil está em uma situação mais favorável do que a dos países ricos e também em relação aos demais emergentes. Hoje o Brasil é credor externo e, além disso, a crise chegou em um momento em que a economia brasileira vivia um forte dinamismo", disse.

O ministro Mantega reiterou sua projeção de que no ano que vem a economia brasileira crescerá 4%. Na análise de Mantega, a turbulência resultará em uma queda do comércio internacional. Mas, para o ministro, os Estados nacionais não cometerão os mesmos erros cometidos após a crise de 1929, como o aumento do protecionismo. "Os países agora estão escaldados e resolveram agir. Estão dispostos a fazerem políticas anticíclicas, como redução de juros", disse. O ministro também voltou a ressaltar que o G-20 (grupo que reúne as nações mais ricas e os maiores emergentes) passou a ser o principal fórum para discussões globais, e não o G-7 (sete países mais ricos do mundo).

Investimentos

Mantega afirmou que a política anticíclica do governo para combater os efeitos da crise será a manutenção dos programas de investimento. Segundo ele, o governo vai cortar gastos correntes, mas não haverá cortes de investimento em obras prioritárias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele lembrou que para fazer a economia de quase R$ 15 bilhões para compor o Fundo Soberano do Brasil (FSB) o governo reduziu a disponibilidade de gastos dos ministérios. "Todos os projetos na área de investimento foram mantidos", disse o ministro.

Superávit

Mantega contou que durante a reunião ministerial foi feito um panorama do desempenho da economia brasileira. Ele disse que fez uma apresentação da situação fiscal, que é "bastante robusta". Ele afirmou que o superávit primário acumulado de janeiro a setembro é o melhor da série histórica e que o resultado de outubro continuará mantendo esse desempenho.

Dívida

Mantega lembrou que a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) tem caído, beneficiada pela valorização do dólar. Segundo ele, no passado, em outras crises, a dívida pública costumava "explodir". Ele contou ainda que na reunião ministerial foi feito um panorama abrangente da área de infra-estrutura e que todos os ministérios também deram a sua contribuição.

Os ministros almoçarão na Granja do Torto e, depois disso, a reunião deve prosseguir.

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