Durante reunião hoje com empresários e dirigentes na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ouviu preocupações de setores consumidores de aço com pressão de reajuste de preços do insumo. Questionado sobre a preocupação das indústrias, Mantega observou que o setor siderúrgico não apresenta problemas de demanda e tem capacidade instalada para atender a necessidade dos consumidores.

Durante reunião hoje com empresários e dirigentes na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ouviu preocupações de setores consumidores de aço com pressão de reajuste de preços do insumo. Questionado sobre a preocupação das indústrias, Mantega observou que o setor siderúrgico não apresenta problemas de demanda e tem capacidade instalada para atender a necessidade dos consumidores.<p><p>"Há pressões talvez de custo, por causa do minério que talvez suba, e há expectativa de que possa aumentar, mas não aumentou ainda", comentou. "Não vamos falar sobre expectativas." Mantega lembrou que a Fazenda acompanha de perto os preços do aço, porque ele serve de insumo a vários setores, mas disse que não falaria sobre expectativas. O ministro identificou que foram feitas recomposições de preços de segmentos de aço, que tinham adotado descontos no ano passado em razão da queda de demanda. "Não há nenhum movimento ainda preocupante", avaliou.<p><p>O presidente do grupo siderúrgico Gerdau, André Gerdau Johannpeter, que participou da reunião com o ministro, disse que sua empresa não prevê, no momento, aplicar aumento a seus preços.<p><p>Já o presidente da Associação de Aço do Rio Grande do Sul, José Antônio Martins, afirmou que o mercado espera uma alta de 10% a 12% nos preços de aço plano entre abril e maio. Os fabricantes de aço plano alegam que o reajuste do minério forçaria um aumento dos preços do produto e também que o carvão mineral teve reajuste, disse Martins.
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.