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Mantega espera volta mais rápida da inflação à meta

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que a queda dos preços das commodities no mercado internacional vai acelerar o retorno da inflação brasileira para o centro da meta, de 4,5%, no futuro. Em coletiva de imprensa após reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, Mantega comemorou o recuo dos índices de preços, tanto no atacado como no varejo, que, segundo ele, refletem a reversão no processo de alta do preço das commodities.

Agência Estado |

"Estou satisfeito com a redução da inflação em praticamente todos os índices de atacado e de varejo. Isso significa que esse processo de alta das commodities está sendo revertido e isto vai fazer com que nossa inflação possa caminhar mais rapidamente para o centro da meta, no futuro", afirmou Mantega.

Ele ressalvou que o governo se mantém atento ao problema. "O governo continuará empenhado em controlar a inflação porque ela sempre pode voltar, sempre pode se difundir a partir daquilo que aconteceu no passado", disse.

O ministro voltou a admitir a possibilidade de o governo elevar o superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida) para reforçar o trabalho de combate à inflação. "Nós já estamos fazendo um bom superávit primário. Se necessário for, o superávit é uma excelente arma para combater a inflação, porque ele diminui o gasto do Estado, diminui o dispêndio público e ajuda a segurar a demanda agregada", afirmou o ministro.

No início da semana passada, Mantega já havia indicado que poderia lançar mão de um aperto fiscal maior para combater a inflação. A interpretação da Fazenda é que isso pode diminuir o ímpeto do Banco Central (BC) em subir os juros.

Na prática, a calibragem da política fiscal já está mirando em 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de superávit primário e pode até ficar um pouco acima desse alvo, embora não haja a intenção de formalizar uma nova meta. Oficialmente, a meta do governo é de um superávit de 4,3% do PIB.

O governo teria dificuldades para ir significativamente além de 4,5% do PIB de superávit fiscal porque isso exigiria mais cortes de despesas e de investimentos, afetando até as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Evitando polêmicas

A tendência é de que o esforço acima da meta seja feito pelo lado da receita, ou seja, com um novo excedente de arrecadação, que continua com forte alta, respondendo ao nível da atividade econômica.

Seguindo sua nova atitude, Mantega falou muito pouco com a imprensa ontem. Depois das confusões no processo de criação do Fundo Soberano do Brasil (FSB) e dos atritos com o Banco Central, motivados pelos diagnósticos diferentes em relação a inflação - a Fazenda vê o processo como de natureza externa pelo impacto do aumento das commodities e o BC atribui a alta de preços ao descompasso entre oferta e demanda -, o ministro tem dado poucas entrevistas.

Nem os dados da inflação mais favoráveis e corroborando, pelo menos parcialmente seu discurso, fizeram o ministro se animar diante dos repórteres. Nos bastidores, a avaliação é de que "é hora de deixar os números da economia falarem pelo ministro".

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