BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje, ao comentar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que confia nas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O ministro disse também que a estimativa da equipe econômica até agora, de 5% de alta para o PIB deste ano, deve ser maior e ficar próximo da expansão de 2007, de 5,4%.

Hoje, o comitê define o rumo da taxa básica de juros, a Selic, para os próximos 45 dias. A previsão do mercado é que o índice seja definido em 13,75%, o que representaria um aumento de 0,75 ponto percentual. Mantega afirmou que o colegiado tem feito análises muito competentes e adotado uma política monetária eficiente.

Esse aumento do PIB (de 6,1% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado) vem acompanhado pela desaceleração da inflação. Estou dizendo que é sustentável. Agora, o que fará o Copom, o Banco Central, depende das análises que eles fizerem, disse.

De acordo com Mantega, com os dados divulgados hoje, a economia brasileira deverá fechar o ano entre 5% e 5,5%. Portanto, um crescimento um pouco maior do que aquele que nós estamos prevendo, disse o ministro.

Segundo ele, a equipe econômica trabalhava com a estimativa de 5%, mas, como os resultados têm sido um pouco mais fortes, a expectativa é terminar o ano com um bom crescimento. Talvez, um crescimento parecido com o ano passado, quando a economia fechou o ano com crescimento de 5,4%, lembrou Mantega.

O ministro afirmou, ainda, que o resultado mostra um crescimento de qualidade, pois é sustentado e com desaceleração da inflação. Os investimentos - formação bruta de capital fixo -, que cresceram 16,2%, também segundo o IBGE, foram destacados pelo ministro como outro fator de qualidade no PIB divulgado.

Este é um crescimento sólido. A economia que cresce puxada por investimentos tem um crescimento sólido e significa que está havendo aumento de oferta. A demanda cresce, porém a oferta cresce mais robustamente. Vocês estão notando que os investimentos cresceram quase três vezes o PIB, afirmou.

(Agência Brasil)

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