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Mantega e Paulson falaram de capitalizar bancos sadios

A capitalização de bancos sadios - e não a de bancos quebrados - foi o principal tema discutido nos 40 minutos de conversa que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teve esta manhã com o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson. O relato é do próprio Mantega, que avalia que o problema mais agudo da crise financeira global é o de falta de liquidez.

Agência Estado |

O ministro observou que as medidas já implementadas não são suficientes e defendeu a recapitalização de bancos sadios em meio à crise, para evitar que as instituições financeiras sejam colocadas todas "no mesmo saco".

"Na conversa que tive com o secretário do Tesouro Paulson, eu mencionei a importância de capitalização dos bancos. Não dos bancos quebrados, mas principalmente dos bancos sadios", disse o ministro brasileiro, em entrevista na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. O encontro com Paulson ocorreu na sede do Tesouro.

Mantega observou que os governos estão procurando dar liquidez pelos "canais convencionais, ou seja, mecanismos de redesconto". "Esse mecanismo é importante e necessário, mas não é suficiente", avaliou.

O ministro disse que o mecanismo de capitalização proposto pelo G-7 "parece mais eficaz, porque revitaliza as instituições". "Um problema em uma crise como esta é que vai todo mundo no mesmo saco, os bancos que têm problemas (com) ativos podres e os bancos que não têm ativos podres, são saudáveis, mas são contagiados pelos bancos que têm ativos podres."

Por isso, o ministro citou a necessidade de "capitalizar os bancos sadios, porque o crédito tem que continuar acontecendo na economia". "Tem de recapitalizar os bancos sadios de modo que eles façam o seu trabalho, e parece que há uma receptividade e uma tendência nesta direção." (Nalu Fernandes)

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