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Mantega diz ser difícil criar punição contra empresa que demite

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta ser muito difícil criar punição para empresas que tomam crédito de bancos públicos e promovem demissões. Não adianta medida coercitiva do tipo: quem não empregar vai ser tirado do paraíso e jogado no inferno, afirmou o ministro.

Valor Online |

Ao anunciar a injeção de R$ 100 bilhões do Tesouro no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimos adicionais ao setor produtivo, Mantega não se mostrou aliado do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que quer que o governo penalize as empresas que tomarem tais recursos e mesmo assim aumentarem a onda de demissões.

Mas ele ressaltou que a geração de empregos já está prevista nos contratos de financiamento do banco oficial. "Já está nos contratos do BNDES e daqui para frente vamos explicitar ainda mais que esses créditos serão vinculados à criação de empregos", afirmou. Ele completou que o banco estatal "fiscaliza" a aplicação do dinheiro.

O ministro disse ainda que o governo considera essa vinculação importante, mas que "ainda não definiu" se haverá punição. "(Mesmo porque), é impossível tomar recursos para investimento e não criar empregos", prosseguiu Mantega.

"O papel do governo é criar as condições para que não haja demissões, e isto nós estamos fazendo colocando mais R$ 100 bilhões no BNDES", disse o ministro, ao destacar que o orçamento do banco estatal sobe para R$ 166 bilhões em 2009, depois de ter aplicado R$ 91 bilhões em 2008.

Ele também negou que a operação signifique intervenção do Estado na economia, ao justificar que "os recursos são para financiar o setor privado, de forma a evitar uma desaceleração maior da economia com a crise mundial".

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