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Mantega diz que plano dos EUA não resolve questão de ativos tóxicos

BRASÍLIA - Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o pacote econômico do governo americano ainda não foi a resposta adequada, principalmente para o problema mais grave da crise, que são os ativos podres dos bancos, como os derivativos ligados a hipotecas que deram origem à turbulência atual. Por isso, segundo ele, os mercados continuam a reagir mal em relação às medidas anunciadas ontem.

Valor Online |

"O grande problema da economia americana são os ativos tóxicos que estão encalhados em todos os bancos e impedem a economia de voltar a conceder crédito e a ter uma operação normal da demanda financeira interbancária", disse o ministro.

"Essa questão não foi resolvida com a proposta anunciada pelo secretário do Tesouro americano Timothy Geithner", prosseguiu Mantega. Mas ele reconheceu que outras medidas do pacote do presidente Barack Obama vão "estimular um pouco a economia americana".

No Brasil, o ministro disse que houve melhora no crédito do mercado interbancário. "Já retornou, mesmo que de forma modesta", declarou. "Já há a possibilidade de rolar alguns créditos no mercado internacional, o que não acontecia há dois ou três meses, portanto, alguma coisa melhorou."
Segundo Mantega, alguns bancos brasileiros que já conseguem rolar "60% ou 70% dos vencimentos dos créditos internacionais", o que seria um sinal de recuperação, embora "aquém do desejável", ponderou ele. Após taxas superiores a 300%, no fim do ano passado a taxa média de refinanciamento chegou a 22% (novembro) e 47% (dezembro).

O ministro voltou a mencionar que os problemas de liquidez ainda atingem mais duramente os bancos pequenos e médios. "Os bancos pequenos e médios não têm crédito suficiente, e falta entrar em vigor essa nova modalidade de leilões de recursos para pagamento da dívida externa das instituições financeiras e não financeiras", destacou ele, em referência aos leilões com recursos das reservas internacionais que serão feitos pelo Banco Central a partir deste mês.

"Com isso, estaremos atendendo uma escassez de crédito que ainda persiste na economia brasileira", disse Mantega. Ele ponderou que "a economia já está dando sinais de alguma reação positiva" e disse que "parte do problema são as taxas de juros, que têm de cair para viabilizar um crédito mais barato".

(Valor Online)

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