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Mantega diz que IOF já colabora para o controle da expansão do crédito e da inflação

BRASÍLIA - O aumento da taxação de IOF foi o fator principal para a queda no ritmo da demanda de crédito por pessoas físicas, que passou de um crescimento de 33,1% em 12 meses até janeiro para 25,2% em maio. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, usou hoje esse argumento para sustentar que a medida ajudou a conter a inflação.

Valor Online |

Nós queremos que o crédito cresça, mesmo, afirmou ele. Só que uma taxa acima de 30% talvez seja um pouco excessiva, disse ele no Congresso, porque ajuda a aquecer uma demanda já bastante aquecida.

No caso dos empréstimos tomados pelas empresas, que voltaram a crescer a partir de abril, o ministro afirmou que isso é decorrente da crise de liquidez internacional. Com o crédito internacional escasso pela crise do subprime americano, as empresas voltaram a buscar recursos internos, afirmou ele.

Mantega também disse aos parlamentares que a redução de impostos sobre parcela importada de trigo - outra medida antiinflacionária tomada pelo governo no primeiro semestre - também deu certo, pois o preço do pãozinho e dos derivados do trigo já está voltando a um patamar razoável.

Na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, o ministro gastou boa parte da audiência afirmando que a inflação não está em descontrole, que o governo já tomou e tomará as medidas cabíveis, embora não possa exagerar no remédio para não abortar o crescimento da economia. Ele atribuiu a analistas e ao noticiário, a responsabilidade de tentar alarmar e criar pânico na população.

O discurso de tranqüilidade de Mantega, entretanto, não convenceu a oposição. O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) disse que a postura muito defensiva do ministro, ao justificar a aceleração dos preços, só demonstrava que o governo tem dificuldades em dar sinais positivos claros para a formação das expectativas inflacionárias, citando o aumento dos gastos públicos como exemplo.

Saímos daqui muito preocupados com a inflação, declarou o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), mesmo após Mantega declarar que a inflação não vai fugir do controle, de jeito nenhum. Já o deputado do PSol, Ivan Valente (SP), atacou a criação do Fundo Soberano do Brasil, que a seu ver reflete a compra de confiança política no mercado internacional.

Apoiado por parlamentares da base do governo, como o ex-ministro Antonio Palocci (PT-SP) e Edinho Bez (PMDB-SC), que concordou que há muito exagero nas notícias sobre a aceleração da inflação, o ministro passou por momentos de descontração quando o deputado Paulo Maluf (PP-SP) inverteu o discurso e elogiou Palocci.

Segundo Maluf, por ter feito excelente gestão na Fazenda, Palocci deveria voltar a ser ministro. Quando Mantega já abria os braços para pedir explicação e a platéia ria, Maluf emendou: Espero que Lula reconduza Palocci, mas a outro ministério que não o da Fazenda, para não tirar o emprego do Mantega. Pouco depois, Mantega brincou sobre a fala de Maluf, dizendo que ia retornar depressa a seu gabinete. Para ver se o Palocci não está lá na minha cadeira.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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