Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mantega: desoneração estimula economia e arrecadação

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que as medidas de redução de tributos, anunciadas hoje, estimulam a arrecadação tributária via aquecimento econômico. Dessa forma, disse ele, haverá um retorno dos recursos que o governo deixará de arrecadar com a desoneração tributária.

Agência Estado |

"A redução desses tributos tem objetivo de estimular a economia, aumentar a demanda e manter uma taxa de crescimento maior. Havendo uma taxa de crescimento maior, garantiremos uma arrecadação melhor", disse.

Na sua avaliação, o "perigo" para a arrecadação seria o governo não dar esse estímulo. "O perigo é não tomar nenhuma medida de modo a deixar cair o nível de atividade. Se cair o nível de atividade, cai a arrecadação. Aí, teríamos que cortar despesas. Tomando essas medidas que aparentemente diminuem a arrecadação, teremos de volta os recursos pelo aquecimento da economia", afirmou.

Reservas

O Ministério da Fazenda explicou, em nota à imprensa, que a medida que permite o uso das reservas internacionais para financiar o pagamento de dívidas externas do setor privado seguirão os procedimentos autorizados pela Medida Provisória (MP) 442, que autorizou o Banco Central a conceder empréstimos em moeda estrangeira lastreados por garantias também em moeda estrangeira, que poderiam ser tanto títulos de dívida externa brasileira quanto Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC).

"Agora o mesmo tratamento será estendido a outros financiamentos", diz a nota, "a implementação desta medida será definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de forma a assegurar a concorrência pelos recursos, atendendo as condições de mercado", acrescenta a nota.

Custo

As operações de financiamento para as empresas não vão impactar os níveis das reservas internacionais e não terão custo para o governo, segundo Mantega. "Não tem custo nenhum. Simplesmente trata-se de uma realocação de aplicação financeira. A reserva hoje está aplicada de uma determinada forma num banco e será aplicada em outro banco", explicou.

Segundo Mantega, o governo poderá até ter ganhos financeiros. "A vantagem é que poderemos ganhar um pouco mais porque vai ter que ser feito leilão. Hoje, as taxas estão mais altas e poderão pagar uma remuneração maior", disse.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também destacou que a operação não muda o nível das reservas. "São aplicações em bancos nacionais ou estrangeiros de prazo inferior a 360 dias. Portanto, continuam a ser parte das reservas líquidas brasileiras", disse o presidente do BC.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG