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Mantega defende atuação forte e coordenada dos governos contra crise

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu ontem uma atuação forte dos governos para recuperar a confiança internacional no sistema financeiro. Uma parte do problema é a confiança.

Valor Online |

Quando a confiança vai para o ralo, o sistema entra em colapso", disse Mantega, em entrevista exclusiva ao correspondente da TV Brasil em Washington, Floriano Filho.

No fim de semana, Mantega participou da Reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e e do Banco Mundial e debateu soluções para a crise financeira com outros ministros da Fazenda e presidentes de Bancos Centrais que integram o G-20 financeiro - grupo composto pelas maiores economias desenvolvidas e emergentes.

O ministro frisou a importância de ações coordenadas neste momento, destacando que os poderosos do G-7 - grupo dos sete países mais industrializados do mundo - já perceberam que não são capazes de resolver, sozinhos, a crise mundial. O G-7 também esteve reunido em Washington no fim de semana e decidiu todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e os mercados monetários.

"É uma crise mundial e afeta a todos os países, alguns mais, outros menos, nós menos, eles mais. Certamente uma concertação internacional, uma ação sintonizada de vários países, é mais eficaz para enfrentar a crise", avaliou o ministro da Fazenda, elogiando o plano de ação conjunto aprovado no domingo pelos 15 países da zona do euro.

Reunidos em Paris, os líderes europeus aprovaram um pacote de ajuda ao setor financeiro que prevê garantia a empréstimos interbancários e medidas para recapitalizar os bancos da região. "Tomaram decisões de grande profundidade. Estão dispostos a colocar todo o dinheiro necessário para dar liquidez para socorrer as instituições que estão em dificuldade e garantir a vida dos correntistas. Estão acalmando a população", avaliou Mantega.

O ministro reiterou ainda que os países em desenvolvimento são os menos afetados pela crise do sistema financeiro e cabe a eles garantir o ritmo de crescimento da economia mundial. "Hoje, o crescimento mundial depende menos dos Estados Unidos e da Europa do que de países emergentes como Brasil, China e Índia. O futuro depende mais de nós do que deles e eles precisam que nós cresçamos mais para puxar o crescimento mundial, senão a economia mundial pode entrar numa recessão", afirmou.

(Agência Brasil)

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