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Mantega critica alarmismo sobre inflação do País

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou o que chamou de alarmismo sobre a inflação no Brasil. Está havendo exagero ao analisar a inflação brasileira. Um certo alarmismo. Um noticiário exagerado na dose causando até pânico. Daqui a pouco vai ter dona de casa fazendo estoque, não é o caso, disse ele.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

 

O ministro assegurou os deputados de que a situação está sob controle e de que o governo tomou as medidas necessárias e tem as armas para enfrentar o problema.

Ele apresentou dados da situação inflacionária internacional e disse que, entre todos os países que têm uma meta de inflação, só Brasil e Canadá conseguiram se manter dentro dos limites.

Mantega disse ainda que, diferente do que acontecia no período hiperinflacionário, no final dos anos 1980, desta vez a inflação se dá em nível internacional.  O ministro disse que no mercado interno, não faltam nenhum das commodities que vem pressionando a inflação, como alimentos, aditivos metálicos e petróleo.

"A inflação hoje é diferente da do passado. Hoje ela é gerada fora do Brasil. Antes era um desequilíbrio interno, que hoje não existe mais."

Fundo Soberano

O ministro participou hoje de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, em que discute o modelo do Fundo Soberano que o governo pretende lançar.

Mantega disse hoje que o Fundo Soberano brasileiro terá, nos próximos anos, recursos provenientes do petróleo. Mantega não detalhou, no entanto, como esses recursos serão arrecadados.

Ao chegar, Mantega disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta quarta-feira um projeto de lei de criação do fundo, que será encaminhado amanhã ao Congresso Nacional.

O ministro disse que um dos objetivos do plano é reduzir a pressão de valorização sobre o real. Além disso, Mantega disse que o fundo funcionaria como um instrumento anticíclico na política fiscal, mantendo um crescimento mais estável e estabilizando as receitas fiscais a longo prazo.

"Com o fundo nós vamos acumular poupança no momento de vacas gordas para usar num período de vacas magras. E, ao invés de aplicar só em títulos de baixa rentabilidade, como os da dívida americana, vamos fazer outras aplicações", explicou. "Os recursos também podem ser usados para a compra de dólares no mercado interno, evitando a supervalorização do real", completou.

Mantega disse ainda que o Fundo Soberano permitirá uma aplicação melhor das reservas internacionais e terá ainda  como função estratégica a ampliação das ações de empresas brasileiras no exterior, além de apoiar o comércio exterior.

De acordo com o ministro, com o aumento de meio ponto percentual no superávit primário, serão guardados R$ 14 bilhões para o fundo em 2008. Em cinco anos o montante do fundo soberano deve chegar a R$ 450 bilhões.

Projeto

O projeto de lei de autoria do Executivo para a criação do fundo soberano chega nesta quinta-feira à Câmara. O deputado Paulo Renato (PSDB-SP) disse não acreditar na aprovação da matéria ainda neste ano.

Segundo ele, o momento de "vacas gordas" já passou, e o fundo, caso fosse feito, teria que ter sido feito antes. "Eu acho que não aprova esse ano, estou pessimista com a economia nos próximos meses. Só esse ano o governo percebeu que não dá para expandir ao infinito o gasto corrente", criticou.

Apesar do previsão de Souza, a base do governo garante que conseguirá aprovar a matéria antes do final do ano. De uma maneira ou de outra, o Executivo já ampliou em meio ponto percentual o superávit e tão cedo o Fundo seja aprovado poderá realocar os recursos.

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