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Mantega: crise está no pior momento, mas é passageira

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou em entrevista coletiva à imprensa que o mercado vive hoje um quadro de irracionalidade e comportamento de manada. Segundo o ministro, este é o pior momento da crise, mas ele avaliou que é impossível que este quadro agudo continue travando o sistema financeiro por muito tempo.

Agência Estado |

Mantega destacou que o grande problema hoje na economia mundial é a perda de confiança nas instituições financeiras. "Isso se refletiu aqui também no Brasil". Ele disse que a bolsa caiu e o dólar subiu, mas que esta é uma situação passageira. "Estamos no momento mais agudo", lembrando que a crise já dura mais de um ano e que agora, a partir de setembro, as perdas e os prejuízos dos bancos apareceram.

Ele disse que a Europa terá que fazer o ajuste, e o plano econômico dos Estados Unidos ainda necessita de decisões a serem tomadas. "Nós sairemos desta crise aguda, mas a crise não terminará tão cedo", afirmou ele.

Mantega disse que depois que os governos tomarem as medidas a situação vai melhorar, mas o quadro certamente será de taxas menores de crédito e juros mais elevados. Na sua avaliação, esse momento de hoje do mercado financeiro se deve ao fato de que o plano dos EUA ainda não foi plenamente implementado, faltando decisões que ainda serão tomadas. Esse quadro se deve ainda à piora da economia européia, com um banco alemão tendo dificuldades e a tentativa, sem sucesso, dos chefes de Estado dos países da Europa de entrar em acordo sobre um programa de ajuda. O ministro destacou ainda que alguns governos europeus estão se comprometendo a dar cobertura total dos depósitos para evitar corrida bancária.

Conselho Político

A crise financeira mundial será discuta na reunião do Conselho Político somente após as 17 horas, quando já estarão presentes o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, segundo informações da Presidência. Os dois farão uma explanação sobre a crise e seus impactos na economia brasileira. Também discutirão medidas que o governo tomará para se resguardar das turbulências e os projetos prioritários na agenda de votação do Congresso.

Integram o Conselho Político os líderes e dirigentes dos 11 partidos políticos, que formam a coalizão de governo. A reunião do Conselho estava marcada para ter início às 15 horas.

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