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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira ter confiança na aprovação do pacote de socorro ao mercado financeiro que foi votado e rejeitado pelo Congresso Americano. Para ele, a aprovação vai promover a distensão do mercado já nos próximos dias.

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"O pacote vai ser aprovado. Estão discutindo-o no Congresso. Não conseguiram na primeira votação, como vocês sabem, mas na segunda é possível que consigam. Eu estou confiante que o Congresso vai conseguir desemborcar num resultado favorável e teremos distensão da economia mundial nos próximos dias", disse.

Mantega participou nesta manhã de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Agricultura e do Planejamento, Reinhold Stepphanes e Paulo Bernardo, respectivamente, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

No evento a avaliação foi de que o país está em "condições favoráveis para o enfrentamento da crise". Ele citou que setor de exportação está funcionando normalmente, apesar da redução do crédito em dólar. Mantega também disse que não estão faltando recursos para a agricultura e que o mercado doméstico está bem. Além disso ele destacou o superávit primário alto e uma situação fiscal sólida.

"A falta de dólares não está impedindo o setor exportador de funcionar. O BC está fazendo leilões para dar um pouco de dólares para o setor (...) Não está faltando recurso financeiro para a agricultura (...) Nós estamos acompanhando os acontecimentos. É uma situação bastante normal. Nosso mercado doméstico está bem, o governo está pronto para responder", disse.

O ministro ainda disse que é preciso se diferenciar os países avançados, que estão no centro da crise, dos países emergentes, que contam com economias relativamente sólidas e não se apresentam tão sujeitos às oscilações desta crise.

"Temos que fazer uma diferenciação dos países desenvolvidos, que estão no centro da crise. Onde as instituições financeiras têm problemas que estão se acumulando devido à irresponsabilidade, dos países emergentes, cujas economias são mais sólidas, o mercado interno é mais robusto e as contas mais equilibradas", explicou.

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