Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mantega comemora arrefecimento da inflação, mas diz que segue alerta

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que é positiva a análise da pesquisa Focus, que apontou redução na previsão para o IPCA. Segundo ele, os preços das commodities estão recuando dos recentes recordes, mas o governo ainda não pode afrouxar e deve seguir vigilante, podendo lançar mão de mecanismos para conter a demanda, como o aumento do superávit primário, se necessário.

Valor Online |


"Estou satisfeito com a redução da inflação, em particular de todos os índices de atacado e de varejo", disse o ministro. "Significa que o processo de alta das commodities está sendo revertido, o que vai fazer com que a inflação caminhe mais rapidamente para o centro da meta, no futuro", afirmou.

O ministro fez um breve comentário sobre as projeções do mercado financeiro para o comportamento dos preços, ao sair da reunião mensal do Conselho de Administração da Petrobras.

A pesquisa Focus do Banco Central mostrou que pela segunda semana consecutiva os agentes financeiros diminuíram as projeções para a inflação de 2008, com previsão de que o IPCA feche o ano agora em 6,45%, abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5%.

Mantega reiterou que o governo continuará empenhado em controlar a inflação, porque ela sempre pode voltar e se difundir.

Questionado sobre se entre as ações que o governo pode tomar estaria o aumento da economia pública para o pagamento de juros, o superávit primário, Mantega respondeu afirmativamente.

"Estamos fazendo um bom superávit, mas se necessário for, o superávit primário é uma excelente arma para combater a inflação, porque diminui o dispêndio público e ajuda a segurar a demanda agregada", afirmou.

A meta oficial do superávit primário é de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), mas o governo se comprometeu em fazer uma economia adicional de 0,5% do PIB como poupança para o Fundo Soberano.

Leia tudo sobre: inflação

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG