O ministro da Fazenda, Guido Mantega, contestou, há pouco, a afirmação de deputados de que o Brasil se transformará em um País apenas 'agroexportador'. Segundo o ministro, é preciso acabar com "o raciocínio do passado", porque, atualmente, exportar commodities é lucrativo.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, contestou, há pouco, a afirmação de deputados de que o Brasil se transformará em um País apenas 'agroexportador'. Segundo o ministro, é preciso acabar com "o raciocínio do passado", porque, atualmente, exportar commodities é lucrativo. Mantega está sendo ouvido na CPI da Dívida Pública, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Ele disse que o recente aumento no preço do minério de ferro, um produto de pouco valor agregado, se refletirá positivamente em aumento das exportações e da balança comercial brasileira. O ministro afirmou que o País não pode é exportar apenas commodities. "Não podemos nos descuidar da parte industrial." Segundo Mantega, a crise financeira internacional "contraiu" os mercados e, por isso, houve uma redução das exportações brasileiras de manufaturados. "Mas isso é passageiro. Temos uma indústria competitiva. Exportamos aviões, automóveis e produtos com tecnologia", observou. Mantega disse que o governo tem estimulado a produção com valor agregado: "É uma questão prioritária dentro do governo. Quando a crise se reduzir lá fora, voltaremos a ampliar nossas exportações." O ministro acrescentou que o Brasil reduziu seu superávit comercial porque está crescendo mais do que outros países e, com isso, continua importando, mas não tem mercado para exportar. "Isso vai mudar quando houver a reconstrução do mercado internacional. Vamos voltar a ter saldos comerciais maiores e exportações de manufaturados maiores."
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