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Mantega: Estamos a postos para resolver os problemas

O governo estará a postos para responder aos problemas à medida que eles se colocarem, disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em uma tumultuada entrevista. Foi um recado ao mercado financeiro, tomado pelo pânico após a rejeição, pelo Congresso americano, do pacote de ajuda de US$ 700 bilhões às instituições financeiras.

Agência Estado |

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconhece que a crise já trouxe conseqüências ao País. Houve redução de crédito no setor privado, há menos financiamento em dólares para os exportadores e risco de faltar crédito para a agricultura, embora não de imediato.

Essas dificuldades foram analisadas ontem pela manhã, em reunião com o presidente Lula. Além de Mantega, participaram o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

O governo, porém, já tomou providências em cada uma dessas áreas, segundo explicou Mantega. No caso do comércio exterior, a resposta foi a retomada dos leilões de câmbio pelo Banco Central. "O setor exportador opera normalmente." Da mesma forma, a redução do crédito no setor privado foi contra-atacada, na semana passada, com a redução do volume de depósitos compulsórios dos bancos. O setor agrícola não sofre de escassez de recursos no momento. "Poderá haver algum problema mais adiante, mas resolveremos", disse o ministro.

Também não faltarão recursos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. O governo editou medida provisória autorizando o Tesouro a repassar R$ 15 bilhões ao banco para atender a demanda de financiamento das empresas. Desses, R$ 5 bilhões já foram transferidos. "O governo está atento às necessidades da economia, disse o secretário. "Se isso implicar em outras ações, vamos implementá-las."

Na semana passada, Mantega disse ao presidente da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, que o governo elegeu quatro áreas para as quais garantirá recursos: exportação, agricultura, BNDES e o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).

Após a reunião, Mantega permaneceu em contato com Lula para informá-lo sobre os desdobramentos da crise. "Eu posso dizer que a situação é bastante normal", disse Mantega. "Embora haja esses problemas que eu mencionei, a economia está funcionando normalmente, o mercado doméstico está bem, as empresas estão sólidas, os bancos brasileiros estão sólidos."

Otimista, o ministro avaliou que o stress vai passar. "Eu acredito que o Congresso americano ainda vai aprovar o pacote de socorro, e tão logo isso aconteça, nós teremos uma distensão da situação internacional", disse.

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