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Mantega anuncia no Senado mais recursos para o crédito rural

SÃO PAULO - O Conselho Monetário Nacional (CMN) vai elevar a parcela da poupança rural obrigatória para empréstimos ao setor agrícola em reunião hoje à tarde. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado para outra exposição sobre a crise financeira e efeitos na economia brasileira.

Valor Online |

Mantega reiterou que a crise deve ser de longa duração, mas acredita que o momento mais agudo ficou restrito à metade de setembro e ao mês de outubro. Ele explicou as medidas adotadas pelo Banco Central (BC) para dar liquidez aos bancos em função da "escassez total de crédito e dólares" nos mercados internos.

O ministro também reforçou aos senadores que o cenário para os próximos meses é de "juros mais altos, crédito mais restrito e taxas negativas de crescimento econômico em vários países".

Ele justificou que o momento de turbulência levou a grandes perdas patrimoniais em ações e derivativos por empresas e bancos no país, mas que o BC, além de liberar compulsórios, tem usado as reservas internacionais e feito operações de hedge (proteção) futuro para irrigar o mercado de dólares.

Segundo Mantega, a forte desvalorização do real este mês, provocada principalmente por grande saída de dólares, será benéfica ao BC. "O lucro do Banco Central este mês será elevado em função das operações de swap", disse. Com swap, o BC paga a variação do juro e recebe a variação cambial.

A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) tem hoje, conforme o ministro, R$ 120 bilhões para cobertura de operações de derivativos. "Esses recursos são para tentar minimizar os riscos, embora não há como eliminar o risco em uma economia capitalista", ponderou.

Mantega citou ainda que o fluxo cambial está negativo e que outubro deve ser o pior mês do ano em saídas líquidas de dólares do país. Ele informou aos senadores que o governo deve baixar hoje uma nova Medida Provisória (MP) para regulamentar a criação de um fundo de reserva que dará garantia à linha especial de R$ 3 bilhões da Caixa Econômica Federal (CEF) ao setor de construção civil. Ontem, o governo anunciou que a Caixa terá fundo de reserva com R$ 1,05 bilhão em dividendos que deixará de repassar à União e irão garantir os empréstimos de capital de giro dessa linha.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi convidado para a audiência do Senado, mas ainda não compareceu à Casa.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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