O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na tarde desta quarta-feira a antecipação de R$ 5 bilhões para socorrer o setor agrícola brasileiro, que sofre com a falta de crédito devido à crise internacional. Os recursos serão provenientes do Banco do Brasil, que, segundo ele, já liberou mais dinheiro neste ano que em 2007.

Mais R$ 5 bilhões resolve o problema. [A antecipação do crédito] Já está sendo posta em prática, disse o ministro, que nesta manhã participou de reunião de coordenação política com o presidente Lula.

Num pronunciamento na portaria do ministério, Mantega garantiu o crescimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apesar da crise internacional. Ele disse discordar de avaliações que "leu na imprensa", sobre uma eventual baixa evlução do PIB, que ficaria na casa de 1% a 2%, em 2009.

"Não concordo com a avaliação negativa de que [o País] iria crescer de 1% a 2%. Se ficássemos de braços cruzados, não tomássemos nenhuma atitude, [o PIB] cresceria de 2,5% a 3% puxado pelo crescimento deste ano. E não estamos de braços cruzados", afirmou.

O ministro também garantiu que não faltará crédito para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nem para "investimentos em geral". Ele ressaltou ainda que está garantido um montante de R$ 90 bilhões para programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ainda em seu pronunciamento, o ministro disse que a retração do crédito se dá nos bancos privados e é motivada pelo momento de estresse devido à crise internacional. Esse período deve ser superado, de acordo com Mantega, logo que o Congresso americano aprove o pacto de socorro econômico avaliado em US$ 700 bilhões.

Questionado sobre a possível edição de um pacote econômico pelo governo brasileiro para ajudar o País a superar a crise internacional, Mantega disse que tal medida não se faz necessária. "Quem precisa de pacote, de um pacotão, são os Estados Unidos", declarou.

"Pacote é coisa do passado. O governo brasileiro se pautou por não fazer mais pacotes, mas programas, medidas e iniciativas. O momento é de tomar medidas específicas, o que já estamos fazendo", pontuou.

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