O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a preocupação com a valorização do real tem o objetivo de evitar uma exuberância irracional no Brasil, referindo-se ao termo cunhado pelo ex-presidente do Fed Alan Greenspan. Para ele, a criação de bolhas especulativas nos emergentes, como vem alertando o economista Nouriel Roubini, pode ser evitada, com a adoção das medidas necessárias.

"Queremos impedir o excesso de atração fatal em relação ao Brasil." O ministro citou estudo do Goldman Sachs apontando sobrevalorização de 50% do real ante o dólar e o yuan. Sem essa sobrevalorização, a economia brasileira seria mais competitiva do que a da China.

"Queremos os investimentos externos e os IPOs, mas não queremos bolhas nos mercados de capitais." Ele citou o avanço dos volumes financeiros da bolsa nos últimos anos. "Estou vendo ali o presidente da bolsa, que sorri quando olha os dados de volume", disse Mantega, referindo-se ao presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, que estava na plateia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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