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Mantega: #145;compra equilibra o jogo #146;

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil vai equilibrar o jogo com os grandes bancos brasileiros do setor privado, aumentando a competição no mercado. Mantega também indicou que o processo de compras de instituições financeiras pelo Banco do Brasil não está encerrado, e é visto como uma alternativa para o governo ajudar bancos privados.

Agência Estado |

"O Banco do Brasil está autorizado a fazer outras aquisições de bancos. Mas, se houver necessidade, para ajudar o setor privado, o BB está habilitado a comprar algum banco privado também. Mas não há nada definido", afirmou Mantega.

Segundo o ministro, a edição da Medida Provisória nº 443, que permite ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal adquirir outras instituições financeiras, ajudou a tornar viável a operação de compra da Nossa Caixa porque, nesse caso, não seria possível fazer uma troca de ações, como ocorreu na incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Como a MP permite a compra de bancos, o Banco do Brasil pôde se compromete adquirir a Nossa Caixa pagando em dinheiro ao governo de São Paulo.

Para Mantega, a aquisição da instituição paulista fortalece o Banco do Brasil. Segundo ele, com a operação o BB terá mais presença em São Paulo, já que a Nossa Caixa tem cerca de 300 agências no Estado.

"É importante que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal sejam bancos fortes e tenham poder de competição para beneficiar os correntistas", disse Mantega. "Nós vimos que é importante em um momento de crise ter bancos públicos fortes, porque eles não sofrem restrição de crédito. Ao contrário, podem acrescentar mais crédito e ajudar a manter o mercado mais sólido", emendou o ministro.

Mantega ressaltou ainda que o governo pretende "continuar trabalhando com bancos públicos sólidos, elevando crédito e baixando a taxa de juros". Segundo ele, com a aquisição, o Banco do Brasil se consolida entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo e ganha peso no mercado de crédito brasileiro. "Com essa compra, o Banco do Brasil terá mais condições de fazer o trabalho de ser responsável por uma parte importante do crédito no Brasil."

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem, por meio da assessoria de imprensa, que a compra da Nossa Caixa, anunciada na tarde de ontem pelo Banco do Brasil, "é uma iniciativa que vai contribuir para o fortalecimento do sistema financeiro nacional na atual conjuntura do mercado financeiro internacional".

Meirelles está em Frankfurt, na Alemanha, e ontem participaria do jantar de abertura do 18º Congresso Bancário Europeu. Hoje, participa de uma das discussões do evento e às 14h (horário local), será um dos palestrantes do debate "Bretton Woods 2". O painel também contará com a presença do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e do presidente do BC dos Emirados Árabes, Bin Nasser Al Suwaidi.

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