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Mantega ainda vê saldo positivo para investidor na bolsa

BRASÍLIA (Reuters) - A queda nos mercados de ações tem refletido uma reação exagerada dos fundos de investimento à recente queda nos preços das commodities e tende a ser temporária, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira. Quando você teve ascensão dos preços das commodities, os fundos de investimento investiram muito em ações de commodities, afirmou Mantega a jornalistas.

Reuters |

'Quando teve a reversão desse cenário, os fundos de investimento fogem das commodities e vão para outro tipo de aplicação, na mesma velocidade que subiu, também cai.'

Ele destacou que o saldo para os investidores ainda é positivo e que a demanda por commodities ainda seguirá elevada por conta do aumento de consumo na China.

'Não adianta dizer que só está caindo... tem que dizer que subiu 100 e está caindo 40.'

O ministro, porém, não especificou a que período estava se referindo. Somente neste ano, o principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo acumula uma queda de 24 por cento.

Em seminário comemorativo aos 200 anos do Ministério da Fazenda, Mantega afirmou que o Brasil tem hoje como principais desafios a manutenção do crescimento econômico sustentável diante de um cenário externo menos favorável, a convergência da inflação para o centro da meta e o controle das contas externas.

Para o ministro, a recente desvalorização do real não vai afetar a inflação, porque ela está sendo neutralizada pela queda nos preços das commodities.

Mantega reiterou também que o real chegou no seu limite de valorização.

'A inflação está caindo. Há uma desaceleração de todos os índices, portanto, estamos tranquilos.'

Nesta terça-feira, o dólar encerrou com forte valorização de 2,19 por cento, a 1,773 real.

O ministro afirmou que com o câmbio muito valorizado, o país tinha prejuízo nas contas externas.

'Com esta autocorreção (do câmbio)..., você terá um desempenho melhor.'

'A tendência agora é que não haja a valorização que havia no passado. Chegamos ao limite da valorização do real.'

(Reportagem de Isabel Versiani)

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