Brasília, 6 out (EFE) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou hoje que, apesar do impacto da crise financeira, o país está sólido, seus bancos estão sólidos e suas empresas estão sólidas, mas disse que nada pode impedir que as bolsas caiam.

Segundo Mantega, a crise financeira global se encontra em "seu momento mais agudo" e é "uma situação passageira" que "deverá se dissipar", apesar de "ninguém" poder prever quanto tempo durará.

Mantega fez um pronunciamento junto ao presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, no meio da maior queda registrada pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), que chegou a cair mais de 15%, em um dia no qual foi acionado duas vezes o mecanismo de "circuit breaker", que interrompe o pregão.

O discurso de Mantega e Meirelles pareceu encontrar certo eco no mercado e a BM&FBovespa reagiu imediatamente, operando com uma queda um pouco menor até instantes antes do fechamento.

O dólar comercial acompanhava a tendência do mercado e subia mais de 7%, chegando a ser cotado a R$ 2,20.

Meirelles insistiu em que o Brasil tem reservas internacionais superiores aos US$ 200 bilhões e garantiu que o Banco Central intervirá no mercado cambial quando for necessário.

No entanto, o presidente do BC admitiu que, perante as dimensões da crise mundial e seu forte impacto nos mercados globais, os países exportadores de matérias-primas, como o Brasil, não têm como impedir uma desvalorização de suas moedas.

Mantega disse, sem dar mais detalhes, que o Governo se prepara para "usar de forma inteligente" as reservas internacionais, que, "em parte", serão utilizadas para financiar as operações de comércio exterior das empresas brasileiras, que começam a sofrer com as restrições ao crédito.

Dessa forma, o ministro previu que poderão ser reduzidos os "problemas de liquidez", mas insistiu em que o Brasil "não tem problemas de solvência". EFE ed/db

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